sexta-feira, 19 de junho de 2026

 

Tenho Vida

Marco Roberto Junior

 

 

 

E parecia que rosas caiam do céu.

As pegadas deixadas, dava um ar de mistério.

O perfume que entrava em m minhas narinas

Me faziam sentir o prazer de viver.

 

O coração pulsava no compasso correto.

Era a melodia que o compositor procurava.

Era a perfeição feita por Deus.

 

Ventava um vento fraco.

O mar estava calmo.

Os golfinhos apareceram pra ver.

 

A Lua estava envolta em nuvens.

Envergonhada não queria ver.

Que alguém mais bela

Estava lá.

 

Choveu...

O cabelo ficou molhado.

O vestido sujo de lama.

As sandálias ficaram pra trás.

 

E o perfume que prosseguia por todo o ambiente.

A respiração que valia a pena.

A sensação de vida.

O real significado de existir.

 

Segurar sua mão seria um delírio?

Acariciar seu rosto seria loucura?

Lhe entregar minha vida seria o quê?


Um abraço...

Transmitir todo o alivio de poder viver.

Ser seu apoio de vida.

Sermos um.

 

Olho pela janela,

A rua, vazia está.

O coração acalentado com o sonhar.

 

Vem o Sol...

A chuva passou.

Saio a lhe encontrar.

 

Seguro sua mão...

Olhos em seus olhos...

Tenho Vida.

 

terça-feira, 2 de junho de 2026

 O ciclo da vida.


Marco Roberto Junior






O dia amanheceu diferente.

As folhas estavam fazendo um tapete sobre o chão formando um tapete.

Todos caminhavam sem olhar ao chão.


A vida prossegue o seu percurso.

O luto era sentido.

A luta era vivida.

O sentido modificado a cada instante.


A rosa dada, já se desfez.

O perfume caro já evaporou pelo ar.

O choro foi silenciado. 


Trocaram as sandálias.

A caminhada tornou-se longa.

A curva nunca chegou.

A buzina ecoou pela vizinhança.


Era tarde.

O relógio gritava a hora.

O telefone tocou uma vez.

O silêncio enfim chegou.


A paz que outrora era um sonho, se tornou real.

Os pássaros cantam uma melodia triste.


Festa e alegria.

O bebê acabou de chegar.


domingo, 17 de maio de 2026

 

Lágrimas

Marco Roberto Junior

 

 

 

 

Lágrimas ao anoitecer.

Dor sufocada querendo sair.

Gritos que o silêncio interrompe.

Só um abraço basta.

 

Passa o dia atribulado.

Mensagens pedindo um monte de coisa.

Informações adversas.

Tribulação despejada em você.

 

Nenhuma mensagem perguntando

Se está bem.

Ninguém, se importando se ainda vive.

Solidão vivida no meio de uma multidão.

 

O sol ilumina o caminho a percorrer.

Seu lugar está sempre no mesmo lugar.

A sombra não refresca.

Os olhos não podem fechar.

 

Sonhos que tivera na infância.

Desejos que o vento levou.

Sangue jorrado que não volta mais

 

Ninguém a esperar.

O abraço que nunca terá.

O luto que eternamente viverá.

A vida que nunca terá.

 

O segundo que parou.

O choro que a criança deu.

A mão que ninguém segurou

 

O adeus que ninguém queria dar.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

 

Noite

Marco Roberto Junior

 

 

 

Cai do céu o orvalho da noite.

O casal faz juras de amor.

Os morcegos saem pra se alimentar.

A vida prossegue do lado de lá.

 

A criança ora com sua mãe antes de dormir.

Outras dormem para a fome não sentir.

Muitos aproveitam o momento pra poder chorar.

Alguns de joelhos, outro com a cara no travesseiro.

 

As estrelas de longe nada veem,

Pois são seres mortos.

A Lua enfeitiçada pelo Sol,

Fica a desejar o encontro que nunca ocorrerá.

 

O cachorro se acalma, pois está perto de quem ele ama.

As folhas dançam na brisa.

O coração pode descansar.

 

Orações repetidas.

Salmos lidos em voz alta.

Louvores a entoar.

 

Sonhos que nunca acontecerão.

Esperança de vida ter.

Mais uma noite em vários locais.

 

O sinal fica vermelho.

Hora de parar.

Aguardar o Sinal ficar verde

Para enfim poder prosseguir.

Hora do sono sagrado.

Desligar a mente.

Está em um local onde o amor é tudo o que há.

 

O abraço que não veio,

O amor que não recebeu.

A vida que não viveu.

 

Amanha o Sol voltará.

Novo dia, nova chance.

O sinal, vermelho, voltará a ficar.

 

 

Silêncio

Marco Roberto Junior

 

 

 

E enfim veio o silêncio.

A música parou,

As luzes foram apagadas.

 

E assim durou por um mês.

Por tão tamanha paz

Em que se encontrava o ambiente,

Muitos começaram a estranhar.

 

Veio o primeiro e bateu no portão.

Aguardou por um tempo,

Mas desistiu de esperar.

 

Veio o segundo e insistiu.

Mas sem sucesso e se foi.

Veio o terceiro e mais tempo ficou a esperar.

 

Passou o tempo e ninguém havia que

A paz pudesse interromper.

O portão foi aberto.

Todos ficaram a olhar.

 

Entraram pessoas.

Ficaram um tempo.

A paz foi interrompida.

 

As pessoas que entraram saíram.

Junto estava quem dentro já se encontrava.

Saiu carregado e com o rosto coberto.

 

Houve choro e uma interrogação

Em cada um que assistia.

 

O silêncio reinou onde havia de reinar.

domingo, 10 de maio de 2026

 

A morte de longe nada podia fazer.

Marco Roberto Junior

 

 

 

 

Faz frio...

Começou a chover...

Não há lugar pra ir.

 

A lágrima de hoje,

Foi liberada ontem.

Não há ninguém que,

Por aqui passe.

 

Os dias se vão longos.

A inocência se perdeu no instante do respirar.

Os olhares não são mais os mesmos.

A morte, de longe, tudo assiste sem poder intervir.

 

Forças não existe mais.

Urubus só comem carniça.

Tempo que prossegue o seu seguir.

 

Veio o Sol,

O calor que emanava dele aqueceu...

O chão secou.

O sorriso da criança voltou.

 

A café a mesa foi servido.

O pão a padaria forneceu.

Todos comem para mais um dia viver.

 

A alma necessita descansar.

O coração precisa parar.

A mente desligar.

 

Olham pela janela para o tempo ver.

As folhas caídas no chão.

A história que tem de continuar.

 

Esmolando por vida,

Ali está.

Sentado no chão.

Esmolando pra saber o que é viver....

 

A morte de longe, nada podia fazer...

domingo, 26 de abril de 2026

 

Em seus lábios, um sorriso

Marco Roberto Junior

 

 

 

Seus olhos estavam fechados.

Em seus lábios, um sorriso.

Sorriso que só o tempo irá apagar.

Mas imortalizado na lembrança permanecerá.

 

Ventava...

As folhas cobriam o chão.

O perfume das rosas, exalavam o local.

 

Seu rosto angelical,

Não se parava de olhar.

Muitos sem conseguir entender.

 

O Sol ia se pondo.

A hora era inevitável.

O momento, esperado, chegou.

 

Dor e desespero.

Sua mão não queria soltar.

Era triste de ver.

Ninguém nada podia fazer.

 

Lágrimas que ninguém mais irá escutar.

Dor que não será sentida.

Vida que começava a chegar.

 

Em uma morte momentânea,

Que fez os céus se calarem.

Fez o coração insistir em pulsar.

Olhos fixos para nenhum momento esquecer.

 

Com um beijo, disse tchau!

Seu perfume entranhou os pulmões

De quem ali estrava.

 

Vida descobrira o que realmente é.

Morte, que nunca mais encontrará.

Olhares carentes...

Rumo a uma nova jornada.

 

Seus olhos estavam fechados...

Em seus lábios havia um sorriso...

terça-feira, 21 de abril de 2026

 

Prisão

Marco Roberto Junior

 

 

 

Acorrentado estou nessa prisão.

As grades me cercam.

A fome e a sede são a rotina do dia.

 

O sol ainda brilha,

Porém a esperança de um dia voltar a ver.

Tudo é fedor.

Corpos apodrecendo ao redor.

 

Dormir é algo que não se consegue fazer aqui.

Passam as horas e se faz necessário ficar alerta.

Os pulsos doem, com o peso das correntes.

 

Um copo d’água é só o que se pode desejar.

Silêncio se tem que fazer,

Muitos estão a vigiar.

 

Cai o coco da palmeira.

Sua água se espalha pelo chão.

A luz se apaga.

 

É hora de se manter estático.

Respiração, ninguém pode ouvir.

Em pensamento se pode cantar.

 

E uma luz invade o local.

As grades se abrem.

As correntes, agora estão soltas.

Porém, prosseguem presas nos pulsos.

 

O andar é dificultoso,

Caí varias vezes até firmar de pé.

Uma mão ajuda na caminhada.

 

A Lua se pode voltar a ver.

O respiro que restava,

A história que prossegue sendo escrita.

 

Uma nova jornada pra trilhar.

E perante uma fonte de água limpa,

Água que toda a sede pôde saciar.

E comida farta para poder caminhar.

 

E após uma pequena caminhada,

Repouso encontra.

Enfim voltar a sonhar.

Os olhos se fecham.

 

Porém, a luz prossegue a tudo, iluminar.

 

 

Inocência

Marco Roberto Junior

 

 

 

 

Foi engatinhando até o móvel encontrar.

Achou o apoio que necessitava para poder se levantar.

Caminho se segurando,

Decidiu ousar...

 

Disse em sua mente,

“Vou conseguir”

Mas após uns passos, sempre caia.

Mas prosseguia a tentar.

 

O “andar” era um objetivo a ser atingido.

Não tinha noção de derrota.

Era só o objetivo alcançar.

 

Veio o tempo,

O sol, já esquentava mais.

A lua, já perderá a beleza.

Os homens que viviam no rádio, já saíram de lá.

 

O que era algodão,

Agora contém espinho.

O abraço que acalmava,

Agora é sofrimento.

 

O remédio que ardia,

Faz falta nos dias atuais.

Pois a dor era passageira

E essa dor que se sente, nada fará parar de doer.

 

Sacoleja a palmeira,

Nada dela caiu.

O vazio que preenche a alma.

A lagrima que fingem não ver.

 

E ali está.

Sentado no chão,

Só no seu canto.

Sem ninguém a notar.

 

E em sua mente dizia:

“Eu vou conseguir”

sábado, 18 de abril de 2026

 

Promoção

Marco Roberto Junior

 

 

Acordou às 03:00 am.

Não tomou o café, como de costume.

Pois o dia seria corrido.

 

Tomou banho,

Passou o perfume.

Colocou o uniforme,

Pegou os fones de ouvido e colocou a música pra escutar.

 

Caminhou por dez minutos

Até o ponto de ônibus chegar.

Ficou sabendo que não haveria ônibus,

Pois haviam entrado em greve.

 

Sem escolha, verificou sua conta bancaria.

Abriu o aplicativo de transporte e solicitou um carro.

Uma mensagem lhe chega no telefone.

Porém não havia tempo pra ouvir.

 

O carro chega.

Embarca e pede para o trânsito está livre.

Esqueceste seu portão aberto.

 

O carro iniciou a viagem.

O telefone ficou sem sinal.

A música prosseguia a tocar.

 

A ansiedade era muita,

Pois receberia, a tão sonhada, promoção.

Sinal fechou.

O carro parou.

Telefone dava o lembrete da mensagem não ouvida.

O sinal abriu...

O carro ´pode prosseguir...

 

No meio do caminho havia um transeunte.

O carro teve de parar.

O telefone começou a tocar...

 

Veio um caminhão,

 Seu freio estava com defeito.

Era uma descida...

 

O socorro chegou.

O telefone foi encontrado.

A mensagem enfim foi ouvida...

 

“Hoje não haverá expediente, fique em casa.”