domingo, 10 de maio de 2026

 

A morte de longe nada podia fazer.

Marco Roberto Junior

 

 

 

 

Faz frio...

Começou a chover...

Não há lugar pra ir.

 

A lágrima de hoje,

Foi liberada ontem.

Não há ninguém que,

Por aqui passe.

 

Os dias se vão longos.

A inocência se perdeu no instante do respirar.

Os olhares não são mais os mesmos.

A morte, de longe, tudo assiste sem poder intervir.

 

Forças não existe mais.

Urubus só comem carniça.

Tempo que prossegue o seu seguir.

 

Veio o Sol,

O calor que emanava dele aqueceu...

O chão secou.

O sorriso da criança voltou.

 

A café a mesa foi servido.

O pão a padaria forneceu.

Todos comem para mais um dia viver.

 

A alma necessita descansar.

O coração precisa parar.

A mente desligar.

 

Olham pela janela para o tempo ver.

As folhas caídas no chão.

A história que tem de continuar.

 

Esmolando por vida,

Ali está.

Sentado no chão.

Esmolando pra saber o que é viver....

 

A morte de longe, nada podia fazer...

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