A morte de longe nada podia fazer.
Marco Roberto Junior
Faz frio...
Começou a
chover...
Não há lugar
pra ir.
A lágrima de
hoje,
Foi liberada
ontem.
Não há ninguém
que,
Por aqui
passe.
Os dias se
vão longos.
A inocência se
perdeu no instante do respirar.
Os olhares
não são mais os mesmos.
A morte, de
longe, tudo assiste sem poder intervir.
Forças não
existe mais.
Urubus só
comem carniça.
Tempo que
prossegue o seu seguir.
Veio o Sol,
O calor que
emanava dele aqueceu...
O chão
secou.
O sorriso da
criança voltou.
A café a
mesa foi servido.
O pão a
padaria forneceu.
Todos comem
para mais um dia viver.
A alma
necessita descansar.
O coração
precisa parar.
A mente
desligar.
Olham pela
janela para o tempo ver.
As folhas caídas
no chão.
A história
que tem de continuar.
Esmolando
por vida,
Ali está.
Sentado no
chão.
Esmolando pra
saber o que é viver....
A morte de
longe, nada podia fazer...
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