Prisão
Marco Roberto Junior
Acorrentado estou
nessa prisão.
As grades me
cercam.
A fome e a
sede são a rotina do dia.
O sol ainda
brilha,
Porém a
esperança de um dia voltar a ver.
Tudo é
fedor.
Corpos apodrecendo
ao redor.
Dormir é
algo que não se consegue fazer aqui.
Passam as horas
e se faz necessário ficar alerta.
Os pulsos doem,
com o peso das correntes.
Um copo d’água
é só o que se pode desejar.
Silêncio se
tem que fazer,
Muitos estão
a vigiar.
Cai o coco
da palmeira.
Sua água se
espalha pelo chão.
A luz se
apaga.
É hora de se
manter estático.
Respiração,
ninguém pode ouvir.
Em pensamento
se pode cantar.
E uma luz
invade o local.
As grades se
abrem.
As correntes,
agora estão soltas.
Porém,
prosseguem presas nos pulsos.
O andar é
dificultoso,
Caí varias
vezes até firmar de pé.
Uma mão ajuda
na caminhada.
A Lua se
pode voltar a ver.
O respiro
que restava,
A história
que prossegue sendo escrita.
Uma nova jornada
pra trilhar.
E perante
uma fonte de água limpa,
Água que
toda a sede pôde saciar.
E comida
farta para poder caminhar.
E após uma
pequena caminhada,
Repouso
encontra.
Enfim voltar
a sonhar.
Os olhos se
fecham.
Porém, a luz
prossegue a tudo, iluminar.
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