terça-feira, 21 de abril de 2026

 

Prisão

Marco Roberto Junior

 

 

 

Acorrentado estou nessa prisão.

As grades me cercam.

A fome e a sede são a rotina do dia.

 

O sol ainda brilha,

Porém a esperança de um dia voltar a ver.

Tudo é fedor.

Corpos apodrecendo ao redor.

 

Dormir é algo que não se consegue fazer aqui.

Passam as horas e se faz necessário ficar alerta.

Os pulsos doem, com o peso das correntes.

 

Um copo d’água é só o que se pode desejar.

Silêncio se tem que fazer,

Muitos estão a vigiar.

 

Cai o coco da palmeira.

Sua água se espalha pelo chão.

A luz se apaga.

 

É hora de se manter estático.

Respiração, ninguém pode ouvir.

Em pensamento se pode cantar.

 

E uma luz invade o local.

As grades se abrem.

As correntes, agora estão soltas.

Porém, prosseguem presas nos pulsos.

 

O andar é dificultoso,

Caí varias vezes até firmar de pé.

Uma mão ajuda na caminhada.

 

A Lua se pode voltar a ver.

O respiro que restava,

A história que prossegue sendo escrita.

 

Uma nova jornada pra trilhar.

E perante uma fonte de água limpa,

Água que toda a sede pôde saciar.

E comida farta para poder caminhar.

 

E após uma pequena caminhada,

Repouso encontra.

Enfim voltar a sonhar.

Os olhos se fecham.

 

Porém, a luz prossegue a tudo, iluminar.

 

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