Inocência
Marco Roberto Junior
Foi engatinhando
até o móvel encontrar.
Achou o
apoio que necessitava para poder se levantar.
Caminho se
segurando,
Decidiu
ousar...
Disse em sua
mente,
“Vou conseguir”
Mas após uns
passos, sempre caia.
Mas
prosseguia a tentar.
O “andar”
era um objetivo a ser atingido.
Não tinha noção
de derrota.
Era só o
objetivo alcançar.
Veio o
tempo,
O sol, já
esquentava mais.
A lua, já
perderá a beleza.
Os homens que
viviam no rádio, já saíram de lá.
O que era
algodão,
Agora contém
espinho.
O abraço que
acalmava,
Agora é
sofrimento.
O remédio
que ardia,
Faz falta
nos dias atuais.
Pois a dor
era passageira
E essa dor
que se sente, nada fará parar de doer.
Sacoleja a
palmeira,
Nada dela
caiu.
O vazio que
preenche a alma.
A lagrima que
fingem não ver.
E ali está.
Sentado no
chão,
Só no seu
canto.
Sem ninguém
a notar.
E em sua
mente dizia:
“Eu vou
conseguir”
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