terça-feira, 14 de julho de 2026

 

As horas

Marco Roberto Junior

 

 

As horas passavam lentamente.

Os passos eram contados.

A respiração não estava normal.

 

Segurei em sua mão.

O obstáculo consegui ultrapassar.

Posso prosseguir...

 

Goteja do céu a morte.

Chuva que mal faz a quem molhar.

A oração para um novo dia surgir.

 

A vida, que de nada vale mais.

Que a ninguém importa.

 

As horas prosseguem a lentamente passar.

A hora que nunca chega.

O instante mais aguardado por uma vida.

 

O fim de um trajeto.

A linha de chegada.

O destino da estrada.

 

E sim, veio o sol.

A chuva secou.

O chão se podia caminhar.

 

E finalmente o relógio começou,

As fazer andar.

Um sorriso brota nos lábios.

 

O abraço que a chegada espera.

O começo de uma nova jornada.

Jornada essa que não se findará.

 

As horas não tinham mais importância.

 

domingo, 5 de julho de 2026

 

O sol se pôs mais cedo hoje

 

Marco Roberto Junior

 

 

O Sol se pôs mais cedo hoje.

A Lua envolta em nuvens está.

A chuva começa a molhar.

 

Corre pra poder chegar.

Anseia as horas passar.

O sono foi-se com o respirar.

A dor que ninguém consegue calar.

 

Caminhada molhada.

Sandálias enxercadas da dor da vida.

 

A rosa que foi retirada do solo para morrer.

A poesia não terminada.

O coração acelerado.

O amor não encontrado.

 

Solidão, para os que na multidão estão.

Pensamentos de alegria em meio ao contraste

Que o caminho possa trazer.

 

Brilho nos 60 porcento, para a bateria da alma

Mais tempo durar.

 

Arranca a manga no pé.

Anda descalço pela estrada de terra.

Grita o mais alto que puder.

 

O sol se pôs mais cedo hoje...

 

 

sexta-feira, 19 de junho de 2026

 

Tenho Vida

Marco Roberto Junior

 

 

 

E parecia que rosas caiam do céu.

As pegadas deixadas, dava um ar de mistério.

O perfume que entrava em m minhas narinas

Me faziam sentir o prazer de viver.

 

O coração pulsava no compasso correto.

Era a melodia que o compositor procurava.

Era a perfeição feita por Deus.

 

Ventava um vento fraco.

O mar estava calmo.

Os golfinhos apareceram pra ver.

 

A Lua estava envolta em nuvens.

Envergonhada não queria ver.

Que alguém mais bela

Estava lá.

 

Choveu...

O cabelo ficou molhado.

O vestido sujo de lama.

As sandálias ficaram pra trás.

 

E o perfume que prosseguia por todo o ambiente.

A respiração que valia a pena.

A sensação de vida.

O real significado de existir.

 

Segurar sua mão seria um delírio?

Acariciar seu rosto seria loucura?

Lhe entregar minha vida seria o quê?


Um abraço...

Transmitir todo o alivio de poder viver.

Ser seu apoio de vida.

Sermos um.

 

Olho pela janela,

A rua, vazia está.

O coração acalentado com o sonhar.

 

Vem o Sol...

A chuva passou.

Saio a lhe encontrar.

 

Seguro sua mão...

Olhos em seus olhos...

Tenho Vida.

 

terça-feira, 2 de junho de 2026

 O ciclo da vida.


Marco Roberto Junior






O dia amanheceu diferente.

As folhas estavam fazendo um tapete sobre o chão formando um tapete.

Todos caminhavam sem olhar ao chão.


A vida prossegue o seu percurso.

O luto era sentido.

A luta era vivida.

O sentido modificado a cada instante.


A rosa dada, já se desfez.

O perfume caro já evaporou pelo ar.

O choro foi silenciado. 


Trocaram as sandálias.

A caminhada tornou-se longa.

A curva nunca chegou.

A buzina ecoou pela vizinhança.


Era tarde.

O relógio gritava a hora.

O telefone tocou uma vez.

O silêncio enfim chegou.


A paz que outrora era um sonho, se tornou real.

Os pássaros cantam uma melodia triste.


Festa e alegria.

O bebê acabou de chegar.


domingo, 17 de maio de 2026

 

Lágrimas

Marco Roberto Junior

 

 

 

 

Lágrimas ao anoitecer.

Dor sufocada querendo sair.

Gritos que o silêncio interrompe.

Só um abraço basta.

 

Passa o dia atribulado.

Mensagens pedindo um monte de coisa.

Informações adversas.

Tribulação despejada em você.

 

Nenhuma mensagem perguntando

Se está bem.

Ninguém, se importando se ainda vive.

Solidão vivida no meio de uma multidão.

 

O sol ilumina o caminho a percorrer.

Seu lugar está sempre no mesmo lugar.

A sombra não refresca.

Os olhos não podem fechar.

 

Sonhos que tivera na infância.

Desejos que o vento levou.

Sangue jorrado que não volta mais

 

Ninguém a esperar.

O abraço que nunca terá.

O luto que eternamente viverá.

A vida que nunca terá.

 

O segundo que parou.

O choro que a criança deu.

A mão que ninguém segurou

 

O adeus que ninguém queria dar.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

 

Noite

Marco Roberto Junior

 

 

 

Cai do céu o orvalho da noite.

O casal faz juras de amor.

Os morcegos saem pra se alimentar.

A vida prossegue do lado de lá.

 

A criança ora com sua mãe antes de dormir.

Outras dormem para a fome não sentir.

Muitos aproveitam o momento pra poder chorar.

Alguns de joelhos, outro com a cara no travesseiro.

 

As estrelas de longe nada veem,

Pois são seres mortos.

A Lua enfeitiçada pelo Sol,

Fica a desejar o encontro que nunca ocorrerá.

 

O cachorro se acalma, pois está perto de quem ele ama.

As folhas dançam na brisa.

O coração pode descansar.

 

Orações repetidas.

Salmos lidos em voz alta.

Louvores a entoar.

 

Sonhos que nunca acontecerão.

Esperança de vida ter.

Mais uma noite em vários locais.

 

O sinal fica vermelho.

Hora de parar.

Aguardar o Sinal ficar verde

Para enfim poder prosseguir.

Hora do sono sagrado.

Desligar a mente.

Está em um local onde o amor é tudo o que há.

 

O abraço que não veio,

O amor que não recebeu.

A vida que não viveu.

 

Amanha o Sol voltará.

Novo dia, nova chance.

O sinal, vermelho, voltará a ficar.

 

 

Silêncio

Marco Roberto Junior

 

 

 

E enfim veio o silêncio.

A música parou,

As luzes foram apagadas.

 

E assim durou por um mês.

Por tão tamanha paz

Em que se encontrava o ambiente,

Muitos começaram a estranhar.

 

Veio o primeiro e bateu no portão.

Aguardou por um tempo,

Mas desistiu de esperar.

 

Veio o segundo e insistiu.

Mas sem sucesso e se foi.

Veio o terceiro e mais tempo ficou a esperar.

 

Passou o tempo e ninguém havia que

A paz pudesse interromper.

O portão foi aberto.

Todos ficaram a olhar.

 

Entraram pessoas.

Ficaram um tempo.

A paz foi interrompida.

 

As pessoas que entraram saíram.

Junto estava quem dentro já se encontrava.

Saiu carregado e com o rosto coberto.

 

Houve choro e uma interrogação

Em cada um que assistia.

 

O silêncio reinou onde havia de reinar.

domingo, 10 de maio de 2026

 

A morte de longe nada podia fazer.

Marco Roberto Junior

 

 

 

 

Faz frio...

Começou a chover...

Não há lugar pra ir.

 

A lágrima de hoje,

Foi liberada ontem.

Não há ninguém que,

Por aqui passe.

 

Os dias se vão longos.

A inocência se perdeu no instante do respirar.

Os olhares não são mais os mesmos.

A morte, de longe, tudo assiste sem poder intervir.

 

Forças não existe mais.

Urubus só comem carniça.

Tempo que prossegue o seu seguir.

 

Veio o Sol,

O calor que emanava dele aqueceu...

O chão secou.

O sorriso da criança voltou.

 

A café a mesa foi servido.

O pão a padaria forneceu.

Todos comem para mais um dia viver.

 

A alma necessita descansar.

O coração precisa parar.

A mente desligar.

 

Olham pela janela para o tempo ver.

As folhas caídas no chão.

A história que tem de continuar.

 

Esmolando por vida,

Ali está.

Sentado no chão.

Esmolando pra saber o que é viver....

 

A morte de longe, nada podia fazer...

domingo, 26 de abril de 2026

 

Em seus lábios, um sorriso

Marco Roberto Junior

 

 

 

Seus olhos estavam fechados.

Em seus lábios, um sorriso.

Sorriso que só o tempo irá apagar.

Mas imortalizado na lembrança permanecerá.

 

Ventava...

As folhas cobriam o chão.

O perfume das rosas, exalavam o local.

 

Seu rosto angelical,

Não se parava de olhar.

Muitos sem conseguir entender.

 

O Sol ia se pondo.

A hora era inevitável.

O momento, esperado, chegou.

 

Dor e desespero.

Sua mão não queria soltar.

Era triste de ver.

Ninguém nada podia fazer.

 

Lágrimas que ninguém mais irá escutar.

Dor que não será sentida.

Vida que começava a chegar.

 

Em uma morte momentânea,

Que fez os céus se calarem.

Fez o coração insistir em pulsar.

Olhos fixos para nenhum momento esquecer.

 

Com um beijo, disse tchau!

Seu perfume entranhou os pulmões

De quem ali estrava.

 

Vida descobrira o que realmente é.

Morte, que nunca mais encontrará.

Olhares carentes...

Rumo a uma nova jornada.

 

Seus olhos estavam fechados...

Em seus lábios havia um sorriso...

terça-feira, 21 de abril de 2026

 

Prisão

Marco Roberto Junior

 

 

 

Acorrentado estou nessa prisão.

As grades me cercam.

A fome e a sede são a rotina do dia.

 

O sol ainda brilha,

Porém a esperança de um dia voltar a ver.

Tudo é fedor.

Corpos apodrecendo ao redor.

 

Dormir é algo que não se consegue fazer aqui.

Passam as horas e se faz necessário ficar alerta.

Os pulsos doem, com o peso das correntes.

 

Um copo d’água é só o que se pode desejar.

Silêncio se tem que fazer,

Muitos estão a vigiar.

 

Cai o coco da palmeira.

Sua água se espalha pelo chão.

A luz se apaga.

 

É hora de se manter estático.

Respiração, ninguém pode ouvir.

Em pensamento se pode cantar.

 

E uma luz invade o local.

As grades se abrem.

As correntes, agora estão soltas.

Porém, prosseguem presas nos pulsos.

 

O andar é dificultoso,

Caí varias vezes até firmar de pé.

Uma mão ajuda na caminhada.

 

A Lua se pode voltar a ver.

O respiro que restava,

A história que prossegue sendo escrita.

 

Uma nova jornada pra trilhar.

E perante uma fonte de água limpa,

Água que toda a sede pôde saciar.

E comida farta para poder caminhar.

 

E após uma pequena caminhada,

Repouso encontra.

Enfim voltar a sonhar.

Os olhos se fecham.

 

Porém, a luz prossegue a tudo, iluminar.

 

 

Inocência

Marco Roberto Junior

 

 

 

 

Foi engatinhando até o móvel encontrar.

Achou o apoio que necessitava para poder se levantar.

Caminho se segurando,

Decidiu ousar...

 

Disse em sua mente,

“Vou conseguir”

Mas após uns passos, sempre caia.

Mas prosseguia a tentar.

 

O “andar” era um objetivo a ser atingido.

Não tinha noção de derrota.

Era só o objetivo alcançar.

 

Veio o tempo,

O sol, já esquentava mais.

A lua, já perderá a beleza.

Os homens que viviam no rádio, já saíram de lá.

 

O que era algodão,

Agora contém espinho.

O abraço que acalmava,

Agora é sofrimento.

 

O remédio que ardia,

Faz falta nos dias atuais.

Pois a dor era passageira

E essa dor que se sente, nada fará parar de doer.

 

Sacoleja a palmeira,

Nada dela caiu.

O vazio que preenche a alma.

A lagrima que fingem não ver.

 

E ali está.

Sentado no chão,

Só no seu canto.

Sem ninguém a notar.

 

E em sua mente dizia:

“Eu vou conseguir”

sábado, 18 de abril de 2026

 

Promoção

Marco Roberto Junior

 

 

Acordou às 03:00 am.

Não tomou o café, como de costume.

Pois o dia seria corrido.

 

Tomou banho,

Passou o perfume.

Colocou o uniforme,

Pegou os fones de ouvido e colocou a música pra escutar.

 

Caminhou por dez minutos

Até o ponto de ônibus chegar.

Ficou sabendo que não haveria ônibus,

Pois haviam entrado em greve.

 

Sem escolha, verificou sua conta bancaria.

Abriu o aplicativo de transporte e solicitou um carro.

Uma mensagem lhe chega no telefone.

Porém não havia tempo pra ouvir.

 

O carro chega.

Embarca e pede para o trânsito está livre.

Esqueceste seu portão aberto.

 

O carro iniciou a viagem.

O telefone ficou sem sinal.

A música prosseguia a tocar.

 

A ansiedade era muita,

Pois receberia, a tão sonhada, promoção.

Sinal fechou.

O carro parou.

Telefone dava o lembrete da mensagem não ouvida.

O sinal abriu...

O carro ´pode prosseguir...

 

No meio do caminho havia um transeunte.

O carro teve de parar.

O telefone começou a tocar...

 

Veio um caminhão,

 Seu freio estava com defeito.

Era uma descida...

 

O socorro chegou.

O telefone foi encontrado.

A mensagem enfim foi ouvida...

 

“Hoje não haverá expediente, fique em casa.”

 

 

 

 

 

Respira...

Marco Roberto Junior

 

 

 

Estou embriagado de tamanha dor.

Cambaleando por precipícios sem fim.

Despencando de alturas imagináveis.

Fechando os olhos para as lágrimas reter.

 

Respirar fundo e contar até mil.

Sentir o pulsar do coração.

A frequência alterada dos elétrons

Transitando no cérebro.

 

Um passo de cada vez.

A agonia que aterroriza a vida.

Mas onde está essa tal de vida?

 

O sussurrar é desesperador.

As lamúrias de somente existir.

A solidão que é a presença constante.

 

O Sol insiste, todo dia lembrar.

O fato de ainda respirar, dá a sensação

De que um calçado para a caminhada irá ganhar.

E o espinho que durante caminho atrás irá finalmente sair.

 

Cada pisada, é uma sensação insana na alma.

A espinha se contorce por inteiro.

A desorientação é completa.

 

Sangue por onde os pés passam.

Dor, que ninguém consegue ver.

Translucido em altivez, para de pé poder prosseguir.

 

Debulho-me em lágrimas ao anoitecer,

Tornando as estrelas, testemunhas do sofrer.

Os olhos se fecham, coração pulsa devagar.

 

Respira...

sábado, 4 de abril de 2026

 

Sol

Marco Roberto Junior

 

 

 

 

Mais uma vez o Sol no céu.

Coração prossegue a pulsar.

Casa suja,

Mente dolorida...

 

Respiração confusa.

Pensamentos maus.

O silêncio é almejado.

O barulho dentro da cabeça, o impede de ser.

 

O desejo de não mais estar.

A falta de algo que nunca teve.

A Vida que nunca foi...

 

O motivo de ainda estar,

Do coração ainda pulsar,

Do sangue coagular.

 

O parar que não se consegue.

A paz que tanto almejou.

O perfume das rosas,

Exalando pelo ar.

 

Lágrimas que tem vontade própria.

Noite que falta muito pra vir.

Chuva que me abandonou.

 

E a estrela permanece no mesmo lugar.

Seu brilho se consegue ver.

O silêncio parece quere vir.

 

O Sol mais uma vez no céu está.

 

sábado, 21 de março de 2026

 

O sol desponta no céu.

Marco Roberto Junior

 

 

O Sol desponta no céu.

Clareando o caminho e esquentando tudo que no caminho está.

Os espinhos que se encontram no chão,

Além de fazerem os pés sangrar, os queimam devido ao sol os esquentar.,

 

E assim é a jornada.

Rumo a tão sonhada chegada.

Sombra que não há.

Água...

Desejo de criança.

 

Sem forças pra prossegui.

Veio a Lua, o céu embelezar.

Suspiro de poeta.

Poema escrito àquela que se foi.

 

Goteja do céu a esperança.

Molha o chão a felicidade.

Chora junto sem se perceber.

Dançam as folhas num compasso único.

 

E mais uma vez o dia insiste e radiar.

Mais trajeto que se tem para caminhar.

Até o final chegar.

Final ao qual tantos esperam chegar.

 

Caminhada é longa e solitária.

Ninguém pra conversar.

Dor, que ninguém ousou perguntar.

 

Mas prossigamos a caminhar.

Até que a Lua volte ao poeta inspirar.

Pulsa o coração devagar.

Olhar fixo no caminho a prosseguir.

 

Atalhos, que levam a lugar nenhum.

Fontes de água, que mais sede dá.

Fome, que tem de suportar.

 

Já descalço pelo caminho.

O sangue vai deixando para os que vierem

Poderem saber por onde caminhar.

 

Veio a Lua...

Veio o Sol...

sábado, 14 de março de 2026

 

Veio uma nuvem

Marco Roberto Junior

 

 

 

Veio uma nuvem e a Lua cobriu,

Sua beleza foi escondida dos olhares românticos.

A donzela parada estava,

Aguardando o príncipe que não iria chegar.

 

Vidros no chão.

Sangue espalhados por todo o lugar.

Dor imensa que não conseguia suportar.

 

Cai a folha no chão.

A rosa mais bela foi arrancada.

A liberdade foi posta em um pote de maionese.

 

O silêncio, que tanto almeja, foi quebrado

Com o mugir de alguém.

Bate um vento...

Faz frio...

 

A lágrima, já não se tem pra expelir.

Coração pulsando loucamente.

Vida que insiste em ser.

Luz que não se apaga.

 

Veio uma nuvem e impediu o Sol de aparecer....

sábado, 28 de fevereiro de 2026

 

Presente

Marco Roberto Junior

 

 

Seu olhar acalma.

Seu vestido branco, realça o sapato preto.

O laço rosa no cabelo, faz seu sorriso ter brilho.

 

Começa a chover.

Abrigada estás em uma marquise de loja.

Aguardando o fim da chuva pra poder prosseguir.

 

Em suas mãos, o presente que comprara com seu dinheiro.

Dinheiro que conseguiu com o seu trabalho.

 

E a chuva se foi...

Pode prosseguir para o presente entregar.

Presente caro, impossível de outro encontrar.

 

Chega ofegante.

Senta pra descansar.

 

Lhe vem ao encontro o anfitrião.

Todos estão a cantar.

O presente finalmente é entregue.

Aberto o pacote se pode escutar...

 

O pulsar de seu coração que acabara de lhe entregar.

E agora pode viver,

Nos cuidados de quem morreu pra esse coração “bater”.

 

 

Obrigado Jesus!

Marco Roberto Junior

 

 

O Sol não brilhava mais.

A Lua não tinha mais sua beleza.

O fato de respirar se tornara um peso.

Coração não tinha a necessidade de pulsar.

 

A existência era uma dor constante.

A exclusão não era opção.

A liberdade não existia.

Não havia pra onde ir.

 

O chão era dolorido de caminhar.

O viver não havia um porquê.

Não se podia transparecer a tamanha dor do ser.

 

O silencio não se conseguia.

A tormenta de estar era tudo que tinha.

O anseio pra longe estar.

De não ter a alma sangrando.

 

Foi implorado por paz.

A lágrima não saia mais.

Amor não existia.

 

Mas nada se conseguia mudar.

A partida era em vão.

Do caminho não se conseguia sair.

 

Veio a chuva,

O frio,

A fome.

 

O caminhar deu uma pausa.

Dava pra ver que mesmo com tudo isso,

Havia alguém que se importava.

 

Era o amor que supria a falta dele em mim.

Amor tão imenso, que fazia com que prosseguisse no caminho.

 

Não!

Minha existência era o esterco de uma sociedade vã.

Mas me Amou.

 

Por diversas vezes tentei ir.

Mas me manteve por aqui.

 

Não!

Viver continua sendo dolorido.

Mas como não se pode alterar esse fato,

Prossigo vivo.

 

E por seu Amor,

Tão somente seu Amor,

Permaneço aqui.

 

Os rumos foram mudados.

O sonho de anos atrás se tornou real,

De acordo com a realidade de hoje,

E com o melhor.

 

Me escolheste para seu caminho.

Me conduziste até aqui.

 

Glorias somente a Ti.

Seu amor me faz está aqui.

 

Mesmo desistindo do fato de viver,

Seu amor supriu a falta do meu.

 

Obrigado Jesus!!!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

 

Caminho...

Marco Roberto Junior

 

 

 

Brilha o Sol.

Os espinhos no chão,

São a prova do perfume que no ar está.

Caminhe...

 

Chegará ao destino e poderá descansar.

Mas por enquanto, caminhe...

 

Lágrimas virão.

Dor terá de suportar.

Frio, Chuva...

 

Seus pés irão sangrar.

Descalço ficará.

Pisarás nos espinhos.

Mas continuará.

 

O caminho que se foi,

Impossível de esquecer.

Espinhos que não irão sair,

Machucará no caminhar.

Mas prosseguirá até o final chegar.

 

Terás sede, fome.

Pensarás em parar.

Mas não tem pra onde voltar.

O final está mais próximo,

Então prossiga.

 

Ouça a canção dos pássaros.

A melodia que sai do balançar das árvores.

Sinta o perfume das rosas.

Prossiga...

 

E lá terás de chegar.

 Não importa o que aconteça.

Não existe desvios.

 

Nasce a Lua...