Quarto
de Hotel
Marco Roberto Junior
Roupas atiradas pelo
chão.
Luzes acesas,
Sussurros e gritos.
Palavras de amor sendo
jogadas ao vento.
Bate na porta o
champanhe,
Enrolado em uma toalha
para pegar.
Despeja todo o
champanhe sobre o corpo.
Lambe-o todo para
nenhuma gota de champanhe desperdiçar.
E após uma exaustiva
noite de amor,
Vai até a janela,
ainda nu, e olha para baixo.
Faz um calculo da
queda, e de lá pula.
Ao chão chegou.
A cabeça estourou no
contato com o solo.
No quarto se ouvia
gritos.
A policia apareceu.
Ninguém conseguia
entender.
Não havia poema de
despedida,
Estava feliz.
Estava estirado no chão
com um sorriso em seus
lábios.
Estava feliz.
Felicidade que não se
podia explicar.
Vestiu a roupa,
Chorou.
Ninguém iria lhe
pagar.
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