sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Quarto de Hotel
Marco Roberto Junior





Roupas atiradas pelo chão.
Luzes acesas,
Sussurros e gritos.
Palavras de amor sendo jogadas ao vento.

Bate na porta o champanhe,
Enrolado em uma toalha para pegar.
Despeja todo o champanhe sobre o corpo.
Lambe-o todo para nenhuma gota de champanhe desperdiçar.

E após uma exaustiva noite de amor,
Vai até a janela, ainda nu, e olha para baixo.
Faz um calculo da queda, e de lá pula.

Ao chão chegou.
A cabeça estourou no contato com o solo.
No quarto se ouvia gritos.

A policia apareceu.
Ninguém conseguia entender.
Não havia poema de despedida,
Estava feliz.

Estava estirado no chão
com um sorriso em seus lábios.
Estava feliz.
Felicidade que não se podia explicar.

Vestiu a roupa,
Chorou.
Ninguém iria lhe pagar.


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