sábado, 17 de setembro de 2016

Quarto escuro
Marco Roberto Junior




Os pássaros voam no céu.
E do alto conseguem tudo observar.
O céu está azul.
Está calor.

As crianças no parque a brincar.
E em um jato de água se refrescar.
E o dia se foi assim,
Todos estavam feliz.

Naquele quarto escuro.
Com as cortinas fechadas.
E o som no mais alto volume.
Está ela, que desistiu de viver.

Ela desistiu de continuar a caminhar,
Desde o dia em que em seu amor lhe deixou.
Dese o dia em que deixou de se amar.

Com um frasco cheio de comprimidos na mão ela está.
Prestes a tudo tomar.
Conta até dez com a esperança de tudo mudar.

A porta do quarto não se mexe.
Ninguém ia lá pra ver como ela estava.
Ninguém se importava em como ela estava.

E começo a ingerir comprimido por comprimido.
O frasco esvaziou.
Em meia hora,
Seu coração pulsava diferente.
Já não estava consciente.
Estava indo.

No dia seguinte, alguém cismou de sua porta bater.
Já era tarde.

Não adianta chorar.

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