segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Caminhada
Marco Roberto Junior


Caminhando por uma estrada vazia,
Deixando o sangue pelo caminho.
Seguindo só, até encontrar lugar para descansar.
Chovia muito, estava frio e não havia lugar para descansar.

De meus olhos lágrimas,
De meus pés, sangue.
E o corpo já não aguentava mais.

Consegui chegar em algum local aonde pude sentar.
E lá estava a mais bela visão,
O consolo para a dor aliviar.
Estava ela, tão somente ela,
Com seu vestido rosa,
Segurando minha mão.
Pude então descansar.

Já não estava mais só, para caminhar.
Havia alguém com quem conversar.
Alguém com quem desabafar.
Havia aquela que meu coração começou a pulsar.

E o caminho foi tranquilo.
Só não sabia aonde ia dar.
Esta eu ao lado dela no altar.

Ela com seu vestido branco.
Eu de terno e gravata.
E não parava de segurar a mão dela.

Estava nervoso.
Chorava sem parar.
Mas não era tristeza e sim o amor
Transpassava aos demais.

Tocaram nossa música.
E começamos a dançar.
Dançamos juntos sem parar.
A noite não precisava ter fim.
Pois meu presente já recebera
Que é poder minha vida viver com você.

Coloquei pleonasmo.
Escrevi mai uma vez sobre o amor.
Teve final feliz...

O amanhecer chegou.
A dança parou.
A musica já não tocava mais.
E a vida voltou ao normal.

Houve discussões,
Dormiram de cara emburrada.
Ficaram sem se falar.
Teve um que dormiu no sofá.

Mas o tempo foi passando
E o amor só aumentava.
E já se conheciam só com o olhar.
A vida teve um fim.
E a lágima brotou no olhar.

Mas o amor permanecerá
E ninguém poderá apagar
Tudo o que se viveu.

Amor!!!







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