Pulsos
cortados
Marco Roberto Junior
E com os pulsos
cortados.
Deitado ao chão.
Jorrando seu sangue.
Desperdiçando sua
vida.
Era manhã.
O sol acabara de raiar.
Haviam poucas nuvens no
céu.
O alarme tocou.
E o som alto,
Impedia os outros de
seus gritos de dor escutar.
E deitado no chão,
Com seu sangue a jorrar
Está.
E nada se podia fazer.
Não havia quem se
importasse em ajudar.
E assim se foi.
Só.
Com os pulsos cortados,
Com seu sangue a
jorrar.
Estava lá deitado no
chão.
Deu seu último
suspiro.
Coração parou de
bater.
Deitado no chão está.
Sangue enfim parou de
jorrar.
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