sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Pulsos cortados
Marco Roberto Junior




E com os pulsos cortados.
Deitado ao chão.
Jorrando seu sangue.
Desperdiçando sua vida.

Era manhã.
O sol acabara de raiar.
Haviam poucas nuvens no céu.
O alarme tocou.

E o som alto,
Impedia os outros de seus gritos de dor escutar.
E deitado no chão,
Com seu sangue a jorrar
Está.

E nada se podia fazer.
Não havia quem se importasse em ajudar.
E assim se foi.
Só.

Com os pulsos cortados,
Com seu sangue a jorrar.
Estava lá deitado no chão.

Deu seu último suspiro.
Coração parou de bater.
Deitado no chão está.

Sangue enfim parou de jorrar.

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