terça-feira, 30 de dezembro de 2025

 

E dormiu...

Marco Roberto Junior

 

 

E dormiu...

Estava cansada de tanto brincar.

Nem banho tomou.

Chegou e dormiu.

 

Tinha um sorriso em seus lábios.

Era pura felicidade,

Seja lá o que isso for.

 

Amanheceu e ela prosseguia a dormir.

Ninguém ousou acordar.

Deixaram dormir até sentir vontade de acordar.

 

Passou o tempo e nada de acordar.

Olharam de perto,

O sorriso permanecia lá.

Seu semblante era de uma alegria inexplicável.

 

Tentaram faze-la acordar,

Mas sem sucesso.

Ficaram assustados.

Chamaram um médico.

 

E dormiu...

Tinha um sorriso em seus lábios.

domingo, 28 de dezembro de 2025

 

Choveu...

Marco Roberto Junior

 

 

 

 

Choveu...

As plantas agradeceram.

Os rios e mares também.

As lágrimas puderam sair tranquilamente.

 

Certo que o Sol irá, as lágrimas secar.

Essa dor mascarar,

Um sorriso brotar.

Interpretar...

 

E a sequência prossegue

Pra quem vê.

Sentado no mesmo local,

Bebendo o de sempre.

Ali está.

 

Ninguém para pra conversar.

Ninguém lhe nota ao passar.

Muitos olham, mas rapidamente.

Sua existência é algo insignificante.

 

Dor que ninguém que não se pode compartilhar.

Solidão que é a companhia de uma vida.

Vida que na verdade não tem.

Dor...

 

Chove novamente...

Já não está mais no mesmo local.

Vagou um banco pra outro ninguém sentar.

Onde ninguém está?

 

Os olhos procuram sem êxito.

O Sol volta a iluminar o ambiente.

Faz calor...

 

Finalmente a Lua da o ar da graça.

Esbelta no seu brilhar.

É a luz nesse breu.

Um caminho começa a aparecer.

 

Cheio de rosas de tudo quanto é cor.

O perfume faz as pessoas se alegrar.

A vida começava a brotar.

Esperança, a palavra que estava em falta.

 

E novamente veio o Sol.

Sentado no mesmo local,

Todos a ignorar.

 

Choveu...

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

 

Meia noite

 

Marco Roberto Junior

 

 

Meia noite,

O silêncio paira no ar.

O frio domina o ambiente.

Muitos sem conseguir dormir.

 

Tremendo de frio,

Largado em qualquer lugar.

Abandonado por uma multidão.

Dói...

 

Lágrimas que percorrem o rosto.

Demonstram toda a dor.

Transborda todo o ser,

Fica vulnerável seu sofrer.

 

Começa a chover,

Sem onde abrigar.

Todos olham sem ajudar.

Muitos julgam sem conhecer.

 

Solidão que é a companhia certa.

Vida que não tem.

Lamúrias de um ninguém qualquer.

 

Rosas que morrem,

Carros que batem.

Tudo um caos.

 

E assim se vai a madrugada.

Nasce o Sol, escondido em nuvens.

E prossegue lá, já não mais com frio.

Mas seu corpo gelado está.

Coração silenciou.

Lágrimas que nunca mais sairá.

Dor que acabará de se ir.

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

 

As Luzes se apagaram

Marco Roberto Junior

 

 

As Luzes se apagaram.

Fez-se silêncio.

O soluço da guria,

Fazia o coração pulsar diferente.

 

Suas lágrimas doíam a alma.

Segurando sua mão,

Sem nada poder dizer...

As horas iam passando...

 

Sentindo suas lágrimas em meu rosto,

Nada podia fazer.

O Sol não irá mais nascer,

A Lua estás a despedir.

 

O tempo passará e esse momento permanecerá.

Na memória de quem tudo assistiu.

Acompanhou a dor,

O sofrimento.

 

As Luzes se apagaram,

Fez-se silêncio.

 

domingo, 7 de dezembro de 2025

 

O chão sumiu...

Marco Roberto Junior

 

 

 

O chão sumiu...

Estou em queda livre.

Sorriso brota no rosto.

Ouço gritos e aplausos.

 

A queda parece sem fim.

Tudo parece desaparecer.

A lágrima ficou pelo ar.

O alivio está preste a vir.

 

A queda é interrompida.

Aparece novamente o chão.

Sangue por todo lugar.

Prossigo a respirar.

 

O Sol retornou no dia seguinte.

Coração prosseguia a pulsar.

A Morte não chegou no tempo.

Por milésimos de segundo a Morte perdeu.

 

Novo ar pra respirar.

A dor permanecia em seu lugar.

Mas o chão não irá sumir.

Terei de caminhar até a chegada.

 

Sozinho no caminho,

Sozinho com dor.

Ninguém a se importar.

Os que gritavam e aplaudiam sumiram.

 

A Morte, queriam ver,

Mas ela não apareceu.

A vida não abandonou.

 

Não me deixaram ir.

Quem?

 

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

 

Choveu...

Marco Roberto Junior

 

 

Choveu...

A rua alagou,

A correnteza que se fez, levou-a pra longe.

Lágrimas e dor.

 

Veio o Sol,

A esperança brotou mais uma vez.

Coração pulsou de uma forma diferente.

Será “mania”?

 

Canta o mais alto que puder,

Chore suas dores nesse lugar.

Hoje é dia de futuro.

Vida estás a ser ofertada.

 

A morte te abandonou.

Agora um novo caminho a trilhar.

Um novo destino a chegar.

Seu nome estará lá no livro.

 

Suas vestes serão trocadas,

Suas dores ficaram pelo caminho.

Finalmente encontrará a tão requerida felicidade.

Terás vida pra viver.

 

Choveu...

 

 

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

 

E mais uma vez veio o Sol!

Marco Roberto Junior

 

 

 

 

 

E mais uma vez veio o Sol.

As nuvens nem chegam perto.

A Lua demora a vir.

Mais uma vez veio o Sol.

 

A chuva desapareceu.

O orvalho da madrugada

Ficou no passado.

Sofrimento e desespero é o que restou.

 

A estrada desapareceu.

Não há mais onde chegar.

A luz que clareava não está mais lá.

 

A felicidade que d´antes havia

Não mais há.

As portas se fecharam

E não há quem possa abrir.

 

O tempo passou e ninguém

Se importou.

Morte não mias há,

Sofrimento para uma eternidade.

 

Onde estão aqueles que falavam de amor?

Aqueles que cantavam com fé?

As crianças, onde foram parar?

 

Agora é tarde, nada se pode fazer.

Fez se de surdo, agora aí está.

Choro que ninguém irá secar.

A cada pulsar do coração,

O arrependimento de no caminho

Não se encontrar.

 

E mais uma vez veio o Sol.

 

terça-feira, 25 de novembro de 2025

 

Vejo as crianças brincando

Marco Roberto Junior

 

 

 

 

Vejo as crianças brincando,

Sua inocência na vida.

Dos males que ela dá.

 

Sorrisos sinceros,

Abraços que vem da eternidade.

Amor que transmite aos demais.

 

Vejo a mãe, sentada na calçada,

Enquanto sua filha estás a esmolar.

Pés descalço, roupa suja.

Sede e fome.

 

Dor...

Vida que se desperdiça.

Até quando isso irá durar?

 

Vejo um homem chegando nessa menina,

De seus lábios um sorriso.

Coloca calçado em seus pés.

Roupa nova lhe dá.

 

Lhe tira de lá e leva para um novo lugar.

E a mãe sem entender, procura aquela que estava a lhe sustentar.

As crianças que d´antes brincavam

Não estão mais lá.

 

Choro se pode ouvir.

Dor e desespero pairam no ar.

Dia triste de se ver.

 

A senhora, acorda de seu sono.

Sai às 18:00 e seus amigos não encontra.

Chega e ninguém há para a porta abrir.

Senta no chão e chora!

 

Teria um casamento,

Mas a noiva desapareceu.

O repórter que estava na frente da tv, não mais está.

 

Raios se pode ver.

Guerras começam acontecer.

Desespero coletivo.

E ninguém há para salvar.

 

A porta se fechou.

O caminho já foi percorrido

Por quem tinha de percorrer.

Vejo dor e sofrimento.

 

Vejo a menina, brincando com as demais crianças...

 

Jesus!

 

Marco Roberto Junior

 

 

A cruz está ficando pesada,

Mas sou o único que a pode carregar.

As bagagens atrapalham no caminhar.

Os obstáculos querem me parar.

 

Caio e não consigo levantar.

Fico pelo chão a chorar.

Olho para o alto vendo sua luz a brilhar.

A mostrar onde devo chegar.

 

Não importa a caminhada,

Importa a chegada.

 

Suas mãos vêm me reerguer.

Fico de pé,

Mas o peso prossegue o mesmo.

 

Aos poucos vai tirando as bagagens.

A cruz é trocada.

Posso continuar no caminhar.

 

Sua presença se faz companhia permanente.

Não estou mias só.

A estrada ficou mais gostosa de pisar.

Os espinhos nem sinto mais.

 

Sigo cantando a canção,

Que fala de amor,

Amor por mim.

Que me impede de morrer,

Pois vida fez transbordar em meu ser.

 

E a luz prossegue a iluminar

Por onde devo andar.

O que fiou, está na escuridão

E não consigo enxergar.

 

Sempre em frente,

Rumo ao novo lar.

Segurando minha mão está,

A me impedir de cair.

 

A cruz prossigo a carregar,

Porém o peso posso suportar.

Esse amor que não se explica,

Sou um nada, mas me ama!

 

Destino

Marco Roberto Junior

 

 

Pés sangrando...

Dói a alma.

Impossível ficar em pé.

Mas prosseguimos no caminhar.

 

Lágrimas na alma,

Sorrisos no lado exterior.

Mas não tem como desistir.

Se faz necessário prosseguir.

 

O destino é longe,

O chão cheio de espinhos e vidros.

Dói muito...

 

Chuva e Sol,

Ventos fortes.

E a Lua assistindo tudo de camarote.

 

Choro no escuro da noite.

Mas tenho que parar,

O dia vai raiar.

Sorria...

 

Cantando a canção,

Prossigo no caminhar.

Preciso parar.

Preciso descansar...

 

Coração para de pulsar,

Sangue para de jorrar.

A caminhada precisa continuar.

Acorda e vai!

O destino é “logo ali”

O céu se abre,

Uma Luz começa a iluminar.

 

Fecho os olhos...

Passa o tempo.

Ao abrir os olhos

Um jardim cheio de rosas.

 

Suas feridas foram cicatrizadas.

Não dói mais.

 

Seu destino chegou....