quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

 

Meia noite

 

Marco Roberto Junior

 

 

Meia noite,

O silêncio paira no ar.

O frio domina o ambiente.

Muitos sem conseguir dormir.

 

Tremendo de frio,

Largado em qualquer lugar.

Abandonado por uma multidão.

Dói...

 

Lágrimas que percorrem o rosto.

Demonstram toda a dor.

Transborda todo o ser,

Fica vulnerável seu sofrer.

 

Começa a chover,

Sem onde abrigar.

Todos olham sem ajudar.

Muitos julgam sem conhecer.

 

Solidão que é a companhia certa.

Vida que não tem.

Lamúrias de um ninguém qualquer.

 

Rosas que morrem,

Carros que batem.

Tudo um caos.

 

E assim se vai a madrugada.

Nasce o Sol, escondido em nuvens.

E prossegue lá, já não mais com frio.

Mas seu corpo gelado está.

Coração silenciou.

Lágrimas que nunca mais sairá.

Dor que acabará de se ir.

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