Meia noite
Marco Roberto Junior
Meia noite,
O silêncio
paira no ar.
O frio domina
o ambiente.
Muitos sem
conseguir dormir.
Tremendo de
frio,
Largado em
qualquer lugar.
Abandonado
por uma multidão.
Dói...
Lágrimas que
percorrem o rosto.
Demonstram
toda a dor.
Transborda todo
o ser,
Fica vulnerável
seu sofrer.
Começa a
chover,
Sem onde
abrigar.
Todos olham
sem ajudar.
Muitos
julgam sem conhecer.
Solidão que
é a companhia certa.
Vida que não
tem.
Lamúrias de
um ninguém qualquer.
Rosas que
morrem,
Carros que
batem.
Tudo um
caos.
E assim se
vai a madrugada.
Nasce o Sol,
escondido em nuvens.
E prossegue
lá, já não mais com frio.
Mas seu
corpo gelado está.
Coração silenciou.
Lágrimas que
nunca mais sairá.
Dor que
acabará de se ir.
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