Choveu...
Marco Roberto Junior
Choveu...
As plantas
agradeceram.
Os rios e
mares também.
As lágrimas
puderam sair tranquilamente.
Certo que o
Sol irá, as lágrimas secar.
Essa dor mascarar,
Um sorriso
brotar.
Interpretar...
E a sequência
prossegue
Pra quem vê.
Sentado no
mesmo local,
Bebendo o de
sempre.
Ali está.
Ninguém para
pra conversar.
Ninguém lhe
nota ao passar.
Muitos
olham, mas rapidamente.
Sua
existência é algo insignificante.
Dor que
ninguém que não se pode compartilhar.
Solidão que
é a companhia de uma vida.
Vida que na
verdade não tem.
Dor...
Chove
novamente...
Já não está
mais no mesmo local.
Vagou um
banco pra outro ninguém sentar.
Onde ninguém
está?
Os olhos
procuram sem êxito.
O Sol volta
a iluminar o ambiente.
Faz calor...
Finalmente a
Lua da o ar da graça.
Esbelta no
seu brilhar.
É a luz nesse
breu.
Um caminho
começa a aparecer.
Cheio de
rosas de tudo quanto é cor.
O perfume
faz as pessoas se alegrar.
A vida
começava a brotar.
Esperança, a
palavra que estava em falta.
E novamente
veio o Sol.
Sentado no
mesmo local,
Todos a
ignorar.
Choveu...
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