domingo, 28 de dezembro de 2025

 

Choveu...

Marco Roberto Junior

 

 

 

 

Choveu...

As plantas agradeceram.

Os rios e mares também.

As lágrimas puderam sair tranquilamente.

 

Certo que o Sol irá, as lágrimas secar.

Essa dor mascarar,

Um sorriso brotar.

Interpretar...

 

E a sequência prossegue

Pra quem vê.

Sentado no mesmo local,

Bebendo o de sempre.

Ali está.

 

Ninguém para pra conversar.

Ninguém lhe nota ao passar.

Muitos olham, mas rapidamente.

Sua existência é algo insignificante.

 

Dor que ninguém que não se pode compartilhar.

Solidão que é a companhia de uma vida.

Vida que na verdade não tem.

Dor...

 

Chove novamente...

Já não está mais no mesmo local.

Vagou um banco pra outro ninguém sentar.

Onde ninguém está?

 

Os olhos procuram sem êxito.

O Sol volta a iluminar o ambiente.

Faz calor...

 

Finalmente a Lua da o ar da graça.

Esbelta no seu brilhar.

É a luz nesse breu.

Um caminho começa a aparecer.

 

Cheio de rosas de tudo quanto é cor.

O perfume faz as pessoas se alegrar.

A vida começava a brotar.

Esperança, a palavra que estava em falta.

 

E novamente veio o Sol.

Sentado no mesmo local,

Todos a ignorar.

 

Choveu...

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