terça-feira, 30 de junho de 2009

Chorava a menina

Chorava a menina, todos faziam de tudo.

Nada conseguia aquietar a menina.

Ninguém era capaz de suas lágrimas cessar.

Era insuportável o seu chorar.

Isolada em um canto qualquer ali estava ela

Que não parava de chorar.

Era tarde. Foi-se o dia assim.

Sem saber o porquê, sem conseguir faze-la parar.

Chorava a menina, dava pena de vê-la chorar.

Chorava sem parar.

Tentavam entender, tentavam compreender.

Tentavam na razão explicar o que não tem explicação.

Não podiam saber, pois ninguém ousou viver.

Chorava a menina sem parar.

Tentavam consolar, tentavam a dor amenizar.

Chorava a menina, ninguém deixava de reparar.

Dava pena de ela ali estar.

Chorava a menina.

Não conseguia parar.

Chorava a vida, as estrelas e o sol.

Chorava tudo que estava a observar.

Chorava o tempo,

Os pássaros, o alegrar.

Chorava a menina por somente amar.

Chorava a menina sem parar.

Chorava a menina...

sábado, 27 de junho de 2009

Perguntas de amor

E se tudo fosse nada?
Seria errado chorar?
Viria o Sol para minhas lágrimas secar?
A Lua assistiria de longe o meu chorar?
Deixaria Eu de amar?
Lamúrias sem fim....
Tristeza que perdurará.
Mãos que não irão se tocar.
Podemos nós essa história mudar?
Alguém ousa tentar?

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Lembranças

Lembrei da sua risada e comecei a sorri.

Lembrei de seu olhar e comecei a me alegrar.

Pude sentir o toque de suas mãos,

Pude ouvir o seu respirar.

Seu coração em um pulsar harmônico.

Cantarolei a nossa canção,

Desejei a Lua, para poder meu segredo contar.

Desejei o Sol para minhas lágrimas secar.

Ansiei por seus lábios nos meus.

Amargurei as horas de solidão em meu ser.

Chovia a paz que não queria.

Derramava lágrimas o céu.

Estavam todos com a certeza que não iria voltar.

Estava Eu só a lhe esperar.

Estava frio! Era já a hora de dormir,

Estava eu a porta esperando por ela você entrar.

Tocou a campainha, a porta eu abri.

Meu coração saltava de alegria,

Podia Eu novamente viver.

Estava mais uma vez Eu e Você.

Lembrei do seu jeito de andar,

Lembrei dos poemas ao qual lhe escrevi,

Lembrei das lágrimas que saíram dos olhos seus.

Gritei em silêncio um tão terrível dor.

Sorri de alegria a doença do amor.

Estava Eu a lembrar,

Estava Eu a amar.

Estava Eu a espionar.

Estava Eu...

sábado, 30 de maio de 2009

Desistiu

Estava escuro o céu,
A lua não veio o céu enfeitar.
O silêncio foi quebrado com um grito de dor,
A vida encerrou um olhar.

Aplausos de quem no final acordou.
Lágrimas de quem conseguiu entender.
Suspiros por quem um dia sonhou.
Vida que um dia se desejou ter.

E se foi em um caminho contrário o seu.
Foi para não mais a pedra chutar.
Foi para o seu coração enterrar.
Foi para poder assim suas lágrimas a terra regar.

Estava só!
Era triste a sua solidão.
Contava o tempo para poder vê-lo passar.
Cantarolava uma simples canção para a sua voz
Companhia fazer.

Desistiu do amor!
Desistiu da dor!
Desistiu sem ao menos tentar.
Morreu sem ao menos viver...

E sob um luar seu coração enterrou.
Jurou que não iria amar.
Mentiu, pois não deixou de o fazer.
Amava em segredo o desejo insano de um dia lhe ter.
Não podia se conter.

Vivia cada dia a fantasia de o caminho retornar.
Desistiu mais uma vez de ao menos tentar.
Foi para suas lágrimas seu coração acalmar.
Foi para não mais ter de duvidar
Se algo de bom lhe pode acontecer.

Morreu mais uma vez você.

Tinha tudo que se podia imaginar ter,
Tinha o que muitos desejam e não conseguem possuir.
Ele só queria em seus lábios sua sede saciar.
Ele só queria o ar que sai de ti.
Ele desistiu de tudo,
Abriu mão da vida.
Desistiu mais uma vez de acreditar em sorrir.

Morreu com o desejo de amar.
Morreu com um amor que fez seu coração parar.
Morreu com o seu nome em seus lábios.
Morreu chamando por ti.
Desistiu por um dia sonhar.

Com um simples disparo fez o caminho encurtar.
E estava você lá a esperar.
Desistiu sem saber.
Desistiu sem porquê.

Estava escuro o céu.
A lua se escondeu.
O orvalho de leve começou a cair.
Iniciou uma chuva de dor.
Estava tu a chorar.
Pena não poder desfazer.
Pena nada poder mudar.

E o caminho terá de mudar...

Desistiu mais uma vez de você.
E agora pode descansar.

Pena ter que saber que estás a amar.
Pena ter que saber que um dia iras chorar.
Desistiu para a dor amenizar...

domingo, 24 de maio de 2009

Por Amor! Por Amar!

E a folha caiu no chão.
Ninguém foi lá para socorrer.
Ninguém chorou ao ver.
Ninguém se importou com o seu não mais viver.
E a folha ao chão foi parar.
Para a arvore viver ela teve de morrer.
A folha ao chão foi parar.
Por amor, por amar.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Lindo olhar

 

Deixou seu ser transparecer toda a dor que um dia sentiu.

Deixou todos avistarem o seu lindo chorar.

Foi em vão, pois todos estão a lhe ignorar.

Deixou seu sorriso se esconder atrás de

Uma torrente de lágrimas.

 

Levou para longe a felicidade que um dia

Ousou procurar.

Viveu por segundos o mais lindo sentimento que

Se pode sentir.

Foi o lastimável ser pra refugio encontrar.

 

Deixou a vida como a conheceu.

Chorou em baixo de uma lua que não a ouviu.

Veio o sol para o dia novo ser.

 

Deixou transparecer toda a dor que um dia sentiu.

Dor que cicatriz deixou.

Magoou o coração,

Fez estrago na sua emoção.

 

Cantarolou uma simples canção,

Entregou o que restou do seu coração.

Novamente está a amar.

 

Deixou todos verem o que se passa em seu olhar.

Deixou sua emoção escapulir para o seu exterior.

Expulsou a tristeza que outrora lhe havia invadido o ser.

 

Deixou perceberem que mais uma vez o amor conseguiu

Lhe vencer.

 

Está mais uma vez a amar.

E todos notam em seu lindo olhar.

domingo, 26 de abril de 2009

...

Cai dos olhos seus uma lágrima.

Cai como uma jóia despedaçada.

Faz o chão sob ti brilhar.

Queria poder estar ao seu lado e

Todas essas jóias fazer retornar.

 

Grita em silêncio Tamanha dor.

Segura o vestido como se ele a estivesse

Sufocando.

Bate em seu peito um coração querendo sair,

Bate com uma tremenda dor.

 

Sai à chuva para poder suas lágrimas disfarçar.

Lamenta em seu diário o seu lastimável sorrir.

Em seus olhos pode se ver a tristeza que berra

Dentro de seu ser.

 

Cai de seus olhos uma preciosa jóia.

Cai toda a razão,

Todo o ego que d’antes sentiu.

Sentia culpa por ter podido viver.

 

Estava sem consolo,

Não queria mais se alegrar.

Chorava o tempo todo,

Expelia de seu ser seu remorso

Por nada ter podido fazer.

 

Amava sem razão,

Motivada pela miserável emoção.

Morria em silêncio o seu misterioso ser.

Chorava, pois não podia o passado voltar.

 

Suas jóias ao chão despedaçou.

Sua vida em tristeza transformou.

Vazia a sala agora está.

Pode-se ouvir o eco que nela ficou.

Pode-se ouvir o seu imenso sofrer.

 

Banhada de jóias está.

Ninguém ousou retirar.

Foi um imenso sofrer,

Viveu com a dor de uma

Alegria sentir.

 

Despedaçou suas jóias

A alguém que nada com elas iria fazer.

Jogou fora a razão de um dia ser.

Foi sem pensar.

 

Ouviu-se de longe o seu chorar.

Ouviu-se de longe suas jóias ao chão cair.

Seu peito querendo fazer parar.

 

Ouviu-se um silêncio ao entardecer.

Ouviu-se o silêncio enfim chegar.

 

sábado, 25 de abril de 2009

Cotidiano

Sorriu a Donzela que d’antes chorava.

Gritou a criança que não sabia chorar.

Gemeu a Princesa por seu Príncipe encontrar.

Encerrou o dia o seu maquiar.

 

Jogado no chão, implorando perdão,

Com o coração na mão ele está.

Está faz um tempo, e ninguém o nota ao passar.

Lástimas de um cotidiano feliz.

Injurias de um dia qualquer.

 

Sorriu por não poder chorar.

Gritou, pois queria ser notada.

Gemeu de dor devido ao amor.

Findou-se o dia o seu murmurar.

 

Alegraram as flores,

Os pássaros começaram a cantarolar.

O dia permanecia assim o seu sombreado

De tristeza e dor.

 

Passou um ônibus que não, parou.

Passou um trem que acidente causou.

A televisão noticiou.

A transmissão cortou.

 

Permaneceu no chão com o coração na mão

Pedindo perdão e um pouco de atenção.

Magoado está, ninguém o repara ao passar.

Podiam por ele algo fazer.

Preferiram ignorar o ser.

 

Deitado sobre o chão está.

Estão todos a observar, resolveram

Enfim sua dor admirar.

Choravam em silêncio.

Demasiadamente e sem parar.

 

Choveu repentinamente,

Todos procuraram se abrigar.

O desespero cresceu.

O triste estado do ego morreu.

 

Deitado no chão,

Com o coração na mão,

Com um bilhete pedindo perdão...

 

A televisão não noticiou.

Ninguém poderá o ajudar.

Passam todos agora e não o param de olhar.

Amanheceu mais uma triste manhã.

Os pássaros prosseguem no seu cantar.

As Flores no seu dançar.

Todos estão a viver.

Quem sabe um dia outro irá morrer.

 

Com o coração na mão

Pedindo perdão.

Pedindo para não mais amar.

 

Gritou a menina por não conseguir entender.

Por não admitir o seu triste viver.

Embelezou seu jardim.

Respirou para acalmar a alma que iria partir.

 

Vidas que se encontram com o tempo.

Vidas que o tempo vai distanciar.

 

Gritos que de longe se pode ouvir.

Findou mais um dia o seu viver.

Morreu com a certeza de retornar.

Foi para o céu a Lua consolar.

 

Sorriu a Donzela por sofrer.

Gritou a Menina por morrer.

Gemeu a Princesa por seu Príncipe desejar.

Acabou-se o sonho, mais um dia para se chorar.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Estou...

Estou jogado no chão,

Estou simplesmente em um canto qualquer.

Fui importante por tempo,

Fui trocado pela tristeza do não ser.

 

Estou esperando um ônibus

Que não vai passar.

Estou em uma rua sem saída procurando

Algum lugar aonde eu mesmo não possa me achar.

 

Choveu...

As ruas alagaram, os barracos foram ao chão.

E eu prossigo em um canto qualquer...

 

Veio o Sol...

As flores se alegraram com seu aparecer.

E eu procurando um minuto de silêncio dentro do meu

Assombroso ser.

 

Estou partido em pedaços,

Estou consolando o vazio da dor.

Dopado de algo terrível,

Drogado de uma droga ainda não fabricada.

 

Estou no esgoto da vida.

Estou planejando um final.

Tentando fugir para um local

Aonde o vento, Sol e Lua, não posam me avistar.

Estou em um canto qualquer.

 

Chorando não mais.

Já não existe o que expelir.

Estou com um enorme sangramento em meu peito.

Meu olhos, não consigo nem mais piscar.

 

Estou simplesmente à espera de um cometa

Por aqui passar.

Estou em um canto jogado às traças,

Estou com medo...

 

Simplesmente aconteceu...

Estou em um canto qualquer,

Estou à espera de alguém.

Fechou-se as cortinas,

Pode meus olhos descanso ter.

 

Apagou-se as luzes.

Foi-se embora você.


sexta-feira, 10 de abril de 2009

Lua

Lua, onde está?
Onde está a o brilho que antes havia?
Conte-me seus segredos,
Contei-lhe os meus.
Chorei minhas angustias perante ti.
Contei-lhe minhas desilusões,
Minhas intimas confissões.

Lua, onde estás?
Permita-me pela última vez lhe ver.
Permita-me só mais dessa vez minhas lágrimas contigo
Partilhar.

Chove suas lágrimas sobre as minhas.
Dançamos uma canção só nossa.
Sorrimos como loucos.
Deliramos insanamente o amor.

Lua, permita minha dor lhe dar.
Permita-me essas lágrimas a ti dedicar.
Compartilhe desse meu desespero.
Chove a tristeza da dor.

Lua apareça por entre as nuvens.
Apareça para poder pela última vez
Lhe enviar um sorriso por entre tamanha dor.
Permita despedir-me de ti.

Lua, precisei de ti.
Precisei confissões lhe fazer.
Precisava me despedir.

Deixo-lhe essa carta que jogo ao vento.
Carta que o tempo irá castigar.
Deixo minhas lágrimas que o sol irá secar.
Deixo minha dor que não vai cicatrizar.

Lua...