domingo, 11 de abril de 2010
Dia
Começarei com o meu dia de hoje, que foi muito engraçado.
Havia no Céu uma nuvem estranha que me chamou muito atenção.
Parecia que nela estava escrito um nome.
Tentei decifrar, se tornaram notas musicais.
Logo em seguida apareceram pássaros cantarolando a canção que estava
Escrita na nuvem.
As arvores no seu balançar, pareciam que estavam a dançar
A canção que os pássaros estavam a cantarolar.
Pareia uma história mágica.
E o dia assim foi indo, com surpresas emocionantes
E divertidas de se ver.
O que eu não poderia imaginar é que
Eu veria em uma rua distante, algo que faria
Meu caminho mudar.
Foi a visão mais linda que pude ter.
A nuvem e os pássaros já não me interessavam mais.
Passei então a observar algo que até então eu só
Ouvia falar.
Foi o inicio de uma vida nova.
Era tudo novidade até então.
Não pude a tamanha emoção,
Só podia então aguardar as instruções que viriam do meu coração.
Meu passado apaguei,
Minha vida zerei.
Comecei uma nova caminhada, com um objetivo novo e
Que há muito eu queria ter.
Declamei poemas ao vento,
Derramei lágrimas com o tempo.
Lutei com o obstáculo que eu não conseguia ver.
Atravessei espinhos que não consegui retirar.
Atravessei caminhos que não podia voltar.
Cheguei mais uma vez para só não mais ficar.
Entreguei minha vida, despedacei-me de prazer.
E não consegui então falar.
Falei com os olhos e consegui compreender,
Que não me importa o amor,
Me importa estar cada dia mais com aquela
Que um dia me fez ver, que
Para meu coração bater ela precisa estar aqui.
Para que eu possa viver, a sua respiração necessito ouvir.
Parece uma declaração de amor, porém não é.
Escrevo essa carta pra dizer que o dia acabou.
A lua escondida em uma torrencial chuva está.
A ela eu não posso dizer.
Escrevo para então contar,
Que em um dia especial, vivi e morri.
Espero um novo dia chegar,
Para quem sabe, essa mesma história viver.
terça-feira, 6 de abril de 2010
Morreu Romeu
Julieta ao ver tenta de tudo para isso poder reverter.
Morre Romeu...
Julieta inconsolada entra na dele e vai.
Morre uma vida!
Não será peça de teatro,
Nem filme irão fazer.
Morre uma vida...
Desejos que ninguém ousou descobrir.
Sussurros que nunca alguém ousou escutar.
Sinceros votos de algo que ninguém sabe ao certo o que.
Mãos que não tiveram a chance de algum dia se encontrar.
Lábios que nunca puderam se beijar.
Respiração que nunca ousou escutar.
Olhos que por uma vida desejou.
Morreu Romeu!
Julieta foi logo em seguida.
Historia que alguém eternizou.
Sentimento que alguém desejou.
Verdade que pode não ser.
Lenda que pode um dia se tornar.
Amor que nunca alguém ousou possuir.
E na escuridão de um dia qualquer,
No mais sombrio brejo,
Aonde ninguém ousou estar.
Estava ela só a lhe esperar.
Em um vestido laranja,
Com um perfume ao qual nunca suas narinas
Ousou sentir.
Com um olhar meigo e carente, lábios sem nenhuma
Forma de tinta.
Estava ela sentada esperando o dia em que
Felicidade chegaria e nunca mais se afastaria.
Foram os anos mais incríveis de duas vidas
Que barreiras enfrentaram juntos.
Obstáculos que souberam desviar.
Morreu Romeu!
Burro ele não?
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Tempo
Adormecido entre a pureza de algo que não se pode descrever,
Sentimentos que se vão e retornam em uma explosão
Que ninguém pode prever.
Poesias que se vão no decorrer de um dia qualquer,
Lágrimas que sempre surgem na hora do Adeus.
Sentimentos que se confundem no decorrer de um dia.
Descanso que tanto se aguarda chegar.
Lástimas de uma vida não vivida,
Lamurias de uma dor sofrida,
Encontros que deixam de acontecer.
Jantares que resolvem cancelar.
Coquetéis que deixou de ter.
Vida que necessita ter...
E em olhos lindos encontro terá.
Sorriso que tanto esperava acontecerá.
Fará juras de amor eterno,
Dará algo que ainda não possui...
Mãos que automaticamente se encontrarão,
Lábios que se desejarão.
Olhos que não se desgrudarão.
Amor...
E as rosas começam a florescer...
O dia ensolarado está.
A lua escondida para tudo poder avistar.
E nada poderia atrapalhar.
Em silêncio, ouvindo somente o respirar...
Deixa enfim o tempo passar...
Tempo que na verdade não há.
Não pra quem está a amar...
Solidão de um dia qualquer,
Dia que não necessita lembrar.
Dor que o tempo carregará.
Amor que pra sempre ficará.
Sinto Saudades de um tampo que ainda há de chegar...
Tempo que na verdade não há...
Saudades?
sexta-feira, 26 de março de 2010
Perdido de amor
Lamentei a angustia de um tempo qualquer.
Forcei a entrada pela porta fechada,
Quebrei a fechadura que se partiu...
Estou em um sinal fechado,
Com o carro fervendo em uma esquina qualquer.
Com um livro aberto em uma página qualquer...
Musica que o leitor de cd insiste em repetir.
E em um instante vejo a mais bela obra de arte
Que alguém ousou um dia fazer...
Avistei a mais bela das poesias,
Acompanhei com meus olhos a mais bela
Criação divina...
Meu coração saltitou de vida...
Estou perdido em um simples olhar.
Estou parado no caminho que desisti de percorrer.
Estou à espera de respostas para o que acabei de ver.
E assim se foi o dia, nada mais poderia acontecer...
O pôr do Sol teve seu fim.
As estrelas brilhavam de uma forma especial.
E a Lua sorria no céu.
Uma sinfonia melódica acontecia não tão distante dali
Parecia que todos estavam a se alegrar.
Era o dia que muito se ansiava chegar.
Pois se festejava a união do amor e da paixão.
Em uma esquina desolado do mundo,
Aguardando o sinal abrir para poder enfim desistir de
Caminhar,
Em um solitário estado do ser.
Dores que só fazem aumentar,
Noite que não quer terminar.
E como em uma canção o fim chega.
Sem notas de compaixão.
Sinfonia a qual sempre se notou na razão.
E o amor que um dia brilhou se calou no intimo do ser.
Prolongou-se as horas antes vividas,
Chorou por lágrimas dantes desperdiçadas em vão.
E em um piscar de olhos e estrada teve seu triste fim.
Estava só sem ninguém para consolar-me na triste
Decisão do ser.
E perdido sem poder me encontrar,
Lamentando por seu lindo olhar.
Desejando seus lábios a beijar.
Amando sem saber amar.
Estou perdido de amor,
Lamentando minha lástima
Minha dor...
Estou parado a esperar, mais uma vez por mim passar...
quinta-feira, 25 de março de 2010
Amor....
Estou indo a caminho de um vazio incomum.
Estou cada vez mais distante de seu lindo e
Meigo olhar.
Sem poder sua respiração ouvir,
Sem poder em seus lábios minha sede saciar...
Em meu peito dorido e cheio de uma
Lástima imensurável, está um coração
Amargurado de tamanha dor...
Jorra em uma poesia sem fim...
Notas que o piano solará.
Derradeiramente e sem chorar.
Chuva para refrescar.
Idéia que se confunde com o nada mais
Impossível do amor...
Rosas que perfumam o estar...
Lágrimas para o chão lavar.
E com um adeus sem fim, se vai.
Escrituras que se encontraram com
O decorre dos acontecimentos.
E em um segundo sentará em seu peito oi amor dominar.
Parará de então respirar.
Silenciou para poder lhe ouvir chegar...
Estou partindo sem perdão encontrar...
Sem sua mão poder segurar.
Sem seus lábios beijar...
Estou indo para poder tão somente
Um coração descansar.
Lamurias que o tempo insistirá em massacrar...
Adeus que guardado ficará.
Amor...
terça-feira, 23 de março de 2010
Choveu
Que caiam do céu.
Consolava um coração que já não
Agüentava tanta amargura doe um triste e solitário viver.
Caminhava sem se preocupar com quem estava a lhe
Acompanhar com o olhar carente desejoso de amar.
Um feixe de luz, ou, um jardim florido?
Uma noite de amor, ou, um segundo ouvindo o respirar?
Uma sinfonia, ou, um olhar?
Um beijo, ou, um olhar?
Carícias, ou, declarações de amor em público?
E continuou a chover no caminhar...
Molhava o chão e que por ele estava a passar.
Musicas que não faziam nexo em estar...
Sorrisos que o tempo magoará...
Lágrimas que o Sol secará...
Silêncio que se fará...
Lua que chora seu amor.
E lado a lado caminhando sem nada conseguir falar.
Palpita coração a mais bela das canções,
O mais sublime poema...
Palpita em um compasso único,
Que ninguém ousará imitar.
Seu nome em cada pulsar,
Sua respiração em cada almejar...
E chove sem parar...
Cabelos molhados, sorrisos desencontrados...
Caminhar que custa a terminar...
Passo a passo sem se quer lamentar.
Alegria que não se consegue conter...
E nada pode dizer...
Em silêncio ouve-se a razão,
O amor que reprimia dentro do ser...
O sentimento que só fazia aumentar...
Amor que nunca irá ao fim chegar...
Caminhava sem nada dizer,
Com o coração abobado por amar...
Silêncio que impedia de dizer...
Choveu...
domingo, 14 de março de 2010
Despedidas
Lastimei pensamentos solitários...
Tranquei a porta com segredo...
Silenciei a voz que eu nunca escutei.
Em meu ouvido há a esperança que jorra
Dos olhos meus...
De minhas mãos tremulas o sangue que despeja sem parar.
Emudeci em um instante em vão.
Parei de uma vez a batida de um coração.
Sorrisos que um dia vi...
Perfume que um dia senti...
Amor que um dia pude ter a
Grandeza de presenciar...
Olhos que agora irão se fechar.
O perfume da rosa se podia sentir...
O vestido mais lindo a fizeram por...
Lhe puseram maquiagem que nunca dantes
Ousara por...
Era uma manhã linda de se ver...
Lágrimas que impediam de as nuvens observar.
Chovia em silêncio...
Ampararam-lhe para que não viesse a cair...
Estavam todos com sentimento em comum...
Chorava o tempo que não iria se esquecer...
Lamúria que se escreve em algum lugar...
Dor que cicatriz fará...
Abraços para confraternizar.
Enfim, podia seu coração descansar...
Podia seu mais lindo sorriso em seus lábios fazer brotar.
E sua mão não queria mais soltar.
Foi seu tempo para nunca mais retornar.
O silêncio que se ocupará...
Trazia um vento que fazia seu cabelo balançar.
Terminará com o seu nome a pronunciar.
Lhe dirás amar...
Prometerá nunca lhe esquecer...
E o vento podia parar...
Seu sorriso não se podia mais ver...
Estava eu a chorar...
Estava eu só...
Estava a pensar...
Quem agora irá chorar?
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Tarde De Domingo
Capotou sem notar que o carro já estava a incendiar.
Quem de longe viu tentou socorrer, ligaram para os bombeiros
Que demoraram a aparecer.
Era tarde de Domingo, estava sol.
Era dia de se comemorar a chegada do verão.
As crianças já estavam arrumadas aguardando a hora de entrarem na piscina.
Era tarde de Domingo...
As nuvens se formaram em questão de segundos.
A sombra que elas faziam refrescava...
Choveu logo depois...
E em uma curva aonde o fogo não cessava,
O sangue jorrava, e muitos gritavam por nada poderem fazer,
Eis que surge uma lágrima confusa dentre um na multidão.
Chegaram os Bombeiros, não havia mais fogo para apagar.
Não tinha mais corpo para se salvar.
Tinha apenas uma alma ferida e dolorida...
Acabou-se o Domingo...
Começou a Segunda, e com ela um enterro dos destroços de alguém que
Não mais estava lá.
Era a memória de outros que o fazia estar.
Em uma curva qualquer perdeu a direção...
Coração fez parar...
Lágrima fez brotar...
Era tarde de Domingo...
domingo, 13 de dezembro de 2009
Ela
Cobria o chão com o seu caminhar.
E observavam atentos sem pestanejar.
Era uma melodia que não podia terminar.
Era poesia que se necessitava para a vida.
Mexia nos cabelos devagar.
O céu sorria, pois podia admirar.
Ventava um vento lento para ela refrescar.
Cantavam, os passarinhos, a canção que saia do seu caminhar.
Era lindo o dia com o seu estar.
Chovia muito quando não se podia vê-la.
Seu sorriso ficava na mente de todos que tiveram a
Oportunidade de ver.
Seu olhar continuava nos olhos de todos que
Tiveram a chance de um dia o contemplar.
Doença de amor...
Princesa que mora em um castelo longe de tudo que se pode
Imaginar.
Donzela que muitos a querem pra casar.
História com final feliz...
Deitado sobre uma poça está, aguardando a princesa por ali passar.
Se fez de chão, fez de tudo para a donzela notar.
Segurou a lua para que ela pudesse mais um pouco descansar.
Tirou os espinhos da rosa para que ela a pudesse segurar.
Princesa, que caminha entre a poesia mais linda
Que alguém já ousou escrever.
Donzela que todos os dias é esperada ver.
Soluços que de longe se podem escutar.
Refrão de uma triste canção.
Canção de amor...
E caminhava para alegria de quem assistia tudo isso acontecer.
Seu sorriso que fazia o dia ter o seu valor.
Acho mais uma vez que estou falando de amor...
sábado, 12 de dezembro de 2009
Fim Do Mundo
Faltam dez minutos para o mundo acabar.
Meu semblante confuso não consegue compreender
O tal porque.
Em tão tamanha desilusão, fico em meus pensamentos
Lembrando dos momentos ao qual vivi.
Lembro das tristezas que tive,
Lembro das lágrimas que meus olhos deixei jorrar.
Lembro de momento de felicidade, lembro
De seu olhar.
A única vez que percebi que valia a pena viver.
Lembro da primeira vez que vi seu sorriso vindo
Em minha direção, Minha vida pode assim ser.
O céu está escurecendo, ainda é dia...
Vejo sua foto que coloquei na cabeceira,
Acaricio seu rosto sem parar.
Aguardo então o fim chegar.
Queria poder um beijo de despedida lhe dar.
Queria seu olhar mais uma vez contemplar.
Queria somente sua respiração ouvir...
Só, com o pensamento em ti estou.
Estou triste por não mais poder perto de ti ficar.
E o mundo tem mesmo que terminar...
Chega o fim...
Ouve-se de longe alguém gritar.
Passa se alguns segundos,
E ninguém mais há.
Foi-se o mundo,
Seu olhar,
Seu respirar...