terça-feira, 23 de março de 2010

Choveu

E choveu como se fosse gotas de amor
Que caiam do céu.
Consolava um coração que já não
Agüentava tanta amargura doe um triste e solitário viver.
Caminhava sem se preocupar com quem estava a lhe
Acompanhar com o olhar carente desejoso de amar.

Um feixe de luz, ou, um jardim florido?
Uma noite de amor, ou, um segundo ouvindo o respirar?
Uma sinfonia, ou, um olhar?
Um beijo, ou, um olhar?
Carícias, ou, declarações de amor em público?

E continuou a chover no caminhar...
Molhava o chão e que por ele estava a passar.
Musicas que não faziam nexo em estar...
Sorrisos que o tempo magoará...
Lágrimas que o Sol secará...
Silêncio que se fará...
Lua que chora seu amor.

E lado a lado caminhando sem nada conseguir falar.
Palpita coração a mais bela das canções,
O mais sublime poema...
Palpita em um compasso único,
Que ninguém ousará imitar.
Seu nome em cada pulsar,
Sua respiração em cada almejar...

E chove sem parar...
Cabelos molhados, sorrisos desencontrados...
Caminhar que custa a terminar...
Passo a passo sem se quer lamentar.
Alegria que não se consegue conter...
E nada pode dizer...

Em silêncio ouve-se a razão,
O amor que reprimia dentro do ser...
O sentimento que só fazia aumentar...
Amor que nunca irá ao fim chegar...

Caminhava sem nada dizer,
Com o coração abobado por amar...
Silêncio que impedia de dizer...

Choveu...

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