domingo, 31 de agosto de 2025

 

Amanheceu!

                                           Marco Roberto Junior

 

 

 

Amanheceu!

O Sol escondido está,

Nuvens pairam o céu.

Calmo está meu coração...

 

Segurando a sua mão irei,

Por entre espinhos,

Que meu corpo cisma em rasgar.

Sangra Minh’alma...

 

Dói...

Uma dor que o cérebro tenta suportar.

Chove...

Choro...

 

O relógio marcou 12 horas.

Seria 00:00 horas,

Ou meio dia?

Quem saberá?

 

Lamento o dia ao qual fui concebido.

Peço ao Senhor, para tudo acabar.

Estou sangrando em lágrimas....

Esperando o trem passar.

 

Fecho os olhos pra nada ver.

Meus fantasmas cismam de me atormentar.

Queria paz...

Começo a cantar...

 

O chão treme no Japão.

Bala perdida atinge a criança que estava a mamar.

Desespero e agonia,

Juntos em uma sinfonia.

 

Em meio a tormenta da existência,

Apareço para que me vejam.

Sorrio, exercício difícil, mas necessário,

Para que achem que prossigo na vontade de viver.

 

Meu caixão, ninguém carregará.

Meu corpo ficará estirado no chão.

Os abutres não virão me comer.

Os vermes não vão aparecer.

 

Maldito dia ao qual

Fizeram sexo.

Podiam ter usado camisinha,

Anticoncepcional...

 

Estorvo fui...

E Prossigo a ser.

A Morte me evita.

A Vida me atura.

 

Sangra minh´alma...

Dói minha mente.

Começo a cantar...

 

 

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