domingo, 30 de maio de 2010

Guerra

O revolver já está carregado,
A munição extra já foi posta na bagagem.
O armamento pesado já deve está pra chegar.
Entro em meu carro pronto para mais uma guerra entrar.

Durante a madrugada ataque surpresa,
Gargantas cortadas,
Sangue inocente derramado pelo chão.
Crianças de quatro anos com uma arma na mão,
É a guerra do simples cidadão.

Tiros que de longe se pode ouvir.
Parecia uma sinfonia de maus tratos e exemplos para toda uma
Cidade aterrorizada com o temor de morrer.

Crianças correndo para tentar se salvar,
Mães com seus filhos caindo no meio da confusão.
Salve-se que quiser, morra quem tiver de morrer.

Morte aos reles mortais, já disse o Poeta.
Enterrar para ver se nasce algo de lá.
Tinha apenas três anos, uma vida inteira pela frente,
Estava só brincando com sua bicicleta que acabara de ganhar.
Com um tiro certeiro na cabeça, ao chão foi parar.

Até enquanto a munição perdurar.

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