E pôde enfim chorar, pôde sua dor expressar.
E no contar das horas o relógio estragou.
O sol veio só para espionar o acontecimento que não paravam
De comentar.
O vento que era gelado, com a presença do sol aqueceu a dor.
E passou as horas, tudo havia de acontecer sem ao menos alguém
Se mover.
As cortinas se fecharam, os aplausos foram trocados por milhares de
Gotículas de algo que ia sendo desperdiçado ao vento...
Amor!
E com o passar da semana, os ensaios da vida vinham sendo
Algo que duravam horas sem fim.
Ensaiava o jeito de caminhar, respirar, negação da dor...
Estava trancado em seu quarto fazia dias.
Nada lhe tirava de lá.
Passou se meses e enfim de seu quarto cheio de algo precioso que
Ao nada entregou...
Foi retirado da vida! Enfim sua dor iriam reparar.
Estava deitado no centro do palco.
Todas as luzes estavam a iluminar.
Não havia quem pudesse sua dor sentir.
Não tinha quem o iria aplaudir.
Fecharam as cortinas, ninguém estava lá para esse momento ver.
Foi em desespero só um pobre ser.
Desperdiçou em silêncio algo que ninguém iria notar.
Entregou ao nada o que mais tinha de valor.
Despedaçou o que lhe restara...
Amor...
E como em mais um dia de Sol...
A Lua não mais apareceu em seus poemas,
Que também não pode existir.
E quem existe?
Seria tudo ilusão de algo?
Seria tudo culpa do amor, ou, do fato de amar?
Queria obter resposta...
Coração não pode mais responder.
Fim de cena!
Atores nos camarins, platéia, que não há, começam a sair.
Apagam se todas as luzes...
Hora de ir...
E como em todo o teatro,
Como em toda encenação.
Lágrimas por uma peça acabar.
Lágrimas por nunca mais esse palco ver.
Pena não poder nada disso fazer!
Desperdiçou o que pensava ter,
Jogou fora o seu viver.
Entregou a ninguém seu mais precioso sentimento que um dia pôde
Sentir.
Chorou quando assistiu um espetáculo se encerrar.
Agora nada pode fazer...
A não ser se conter com o fato de não mais ser.
Pôde sua dor expressar...
Pôde sua vida perder...
Pôde amor sofrer...
Pôde um dia sorrir...
Pôde enfim descansar...
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