terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Tarde De Domingo
Capotou sem notar que o carro já estava a incendiar.
Quem de longe viu tentou socorrer, ligaram para os bombeiros
Que demoraram a aparecer.
Era tarde de Domingo, estava sol.
Era dia de se comemorar a chegada do verão.
As crianças já estavam arrumadas aguardando a hora de entrarem na piscina.
Era tarde de Domingo...
As nuvens se formaram em questão de segundos.
A sombra que elas faziam refrescava...
Choveu logo depois...
E em uma curva aonde o fogo não cessava,
O sangue jorrava, e muitos gritavam por nada poderem fazer,
Eis que surge uma lágrima confusa dentre um na multidão.
Chegaram os Bombeiros, não havia mais fogo para apagar.
Não tinha mais corpo para se salvar.
Tinha apenas uma alma ferida e dolorida...
Acabou-se o Domingo...
Começou a Segunda, e com ela um enterro dos destroços de alguém que
Não mais estava lá.
Era a memória de outros que o fazia estar.
Em uma curva qualquer perdeu a direção...
Coração fez parar...
Lágrima fez brotar...
Era tarde de Domingo...
domingo, 13 de dezembro de 2009
Ela
Cobria o chão com o seu caminhar.
E observavam atentos sem pestanejar.
Era uma melodia que não podia terminar.
Era poesia que se necessitava para a vida.
Mexia nos cabelos devagar.
O céu sorria, pois podia admirar.
Ventava um vento lento para ela refrescar.
Cantavam, os passarinhos, a canção que saia do seu caminhar.
Era lindo o dia com o seu estar.
Chovia muito quando não se podia vê-la.
Seu sorriso ficava na mente de todos que tiveram a
Oportunidade de ver.
Seu olhar continuava nos olhos de todos que
Tiveram a chance de um dia o contemplar.
Doença de amor...
Princesa que mora em um castelo longe de tudo que se pode
Imaginar.
Donzela que muitos a querem pra casar.
História com final feliz...
Deitado sobre uma poça está, aguardando a princesa por ali passar.
Se fez de chão, fez de tudo para a donzela notar.
Segurou a lua para que ela pudesse mais um pouco descansar.
Tirou os espinhos da rosa para que ela a pudesse segurar.
Princesa, que caminha entre a poesia mais linda
Que alguém já ousou escrever.
Donzela que todos os dias é esperada ver.
Soluços que de longe se podem escutar.
Refrão de uma triste canção.
Canção de amor...
E caminhava para alegria de quem assistia tudo isso acontecer.
Seu sorriso que fazia o dia ter o seu valor.
Acho mais uma vez que estou falando de amor...
sábado, 12 de dezembro de 2009
Fim Do Mundo
Faltam dez minutos para o mundo acabar.
Meu semblante confuso não consegue compreender
O tal porque.
Em tão tamanha desilusão, fico em meus pensamentos
Lembrando dos momentos ao qual vivi.
Lembro das tristezas que tive,
Lembro das lágrimas que meus olhos deixei jorrar.
Lembro de momento de felicidade, lembro
De seu olhar.
A única vez que percebi que valia a pena viver.
Lembro da primeira vez que vi seu sorriso vindo
Em minha direção, Minha vida pode assim ser.
O céu está escurecendo, ainda é dia...
Vejo sua foto que coloquei na cabeceira,
Acaricio seu rosto sem parar.
Aguardo então o fim chegar.
Queria poder um beijo de despedida lhe dar.
Queria seu olhar mais uma vez contemplar.
Queria somente sua respiração ouvir...
Só, com o pensamento em ti estou.
Estou triste por não mais poder perto de ti ficar.
E o mundo tem mesmo que terminar...
Chega o fim...
Ouve-se de longe alguém gritar.
Passa se alguns segundos,
E ninguém mais há.
Foi-se o mundo,
Seu olhar,
Seu respirar...
sábado, 7 de novembro de 2009
Parou de sangrar
Derramou o leite sobre o chão.
Quebrou-se o copo ao cair.
Desperdiçou tempo ao limpar.
Cortou-se com o vidro.
Derramou sangue...
Gritos por doer.
Alivio ao lhe ver.
Solidão por não lhe ter.
Amor, que amor?
Se amor não há,
Por que chorar?
Derramou a vida sobre o chão.
Chorou para não mais chorar.
Parou de sangrar.
domingo, 1 de novembro de 2009
Carta de Amor
E com sorrisos nos lábios escreveu uma
Carta de amor.
Endereçada só a alguém, a razão de no seu
Peito um coração bater.
Era uma tarde qualquer de um dia
Ao qual ninguém ousaria lembrar,
Não por querer esquecer
E sim por não ter a mínima importância
Para aqueles ao qual nada disso viveu.
Sorriso que em uma estante guardou.
Olhar que em sua mente toda hora vem lembrar.
Desejo que sai, só com o fato de seu perfume sentir.
Taras de alguém...
Chuva que nada pode fazer para isso mudar,
Pessoas que, por mais que tentem nada poderão mudar.
Com sorriso nos olhos, desejou desejar...
E o Sol despediu-se, para do céu
A Lua poder observar.
A criança com os olhos brilhando,
Sorria com o presente que acabará de ganhar.
O vento balançou as flores que estavam em um jardim
Ao qual esqueceram que exista.
O orvalho da noite alimentou as flores sedentas de amor.
E com as mãos tremulas, suadas de tanto nervosismo,
Disse sim perante o altar.
Fotos para o tempo amarelar.
Sentimentos que irão sempre voltar...
E com lágrimas nos olhos,
Escrevia sua última carta de amor.
Nela continha tudo que um dia ousou sentir.
Suas alegrias, seu lastimo, injurias que o
Tempo vai castigar.
E com um sorriso, escreveu uma
Carta de amor.
Desejos...
sábado, 31 de outubro de 2009
Dança
E os carros iam e vinham sem nenhuma sinalização.
A musica estava alta, não se podia ouvir nada
A não ser a musica.
O corpo não conseguia ficar parado,
Era a festa que estava só começando.
Mãozinha mexendo sem parar.
E o requebrado que ia até o chão, não parava até a musica
Acabar.
Uma, duas, três...
Quantas vezes fossem necessárias
Até o dia voltar com o sol em seu lugar.
Mãos que se tocavam com o requebrar
Do corpo suado de tanto dançar.
Até a hora a qual o balançar do corpo ia acalmar
Com uma romântica musica que começara a tocar.
Muitos resolviam descansar,
Poucos estavam acompanhados para poder dançar.
E outros arrumavam companhia para nessa musica não parar.
Os olhares que já haviam sido soltos, começavam a dar resultado.
Rostinho colado, corpo grudado.
Não era sexo!
Era uma musica lenta que estava tocando e todos estavam dançando.
Pé pra cá, pé pra lá.
Mãos que não queriam desgrudar.
Eternidade que começara a começar...
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Porém, estás a sorrir
A Noite chegou, com ela o vazio
O vazio das ruas...
O silêncio que atormentava a solidão.
O som que não se podia escutar...
A Respiração de quem está prestes a chorar.
Sangue que não quer estancar.
Dor que não quer passar...
Toca sem parar a mesma canção,
Canção a qual fala de dor, solidão.
E como não pode mais agüentar...
Choros que se vão com o amanhecer.
Gritos que assombram o entardecer...
Lágrimas que saem sem se notar.
Mãos querendo o mundo derrubar.
Sentado em um canto qualquer a mercê de
Um nada alcançar...
Vazio que sentirá ao anoitecer...
Solidão que o acompanhara nessa estrada longa
Que não tem um final.
Sorriso que verá quando enfim
Chegar a hora de parar.
E como não pode suportar o peso que carrega em seu peito...
Desfalece em cada suspirar...
Molhado de lágrimas está...
Seu semblante todos irá se lembrar...
A noite chegou...
Com ela a música parou.
O sangue enfim estancou...
Disseram Adeus...
Disseram tchau...
Seu rosto acariciaram...
Sua mão tocaram...
E o dia amanheceu...
Com ele a dor permaneceu.
O silêncio se quebrou...
O vazio permaneceu em quem teve
Que dizer Adeus...
Partiu para algum lugar...
Para o nunca mais retornar.
Foi como tinha que ser...
Deixou em poesia o seu último dizer...
Deixou impresso a lágrima que a alguém dedicou.
Deixou lembranças no sorriso de alguém.
Foi para descanso encontrar
Foi para poder enfim sorrir...
Só agora está...
Porém, estás a sorrir...
domingo, 27 de setembro de 2009
Menina, Menininha
Seus lábios não se continham em sua dor amenizar.
Suas mãos tremulas não podiam se conter.
Sua vida deixou de assim ser.
Tristezas que o tempo fez o favor de castigar.
Choveu naquela tarde de outono...
Seus cabelos molharam, seu rosto escondeu
As lágrimas que de seus olhos desciam.
Era mais um dia na vida de muitos...
Era o último na vida de vários...
Era o dia do qual não esqueceria uma única pessoa.
Passou a menininha e tudo pode acompanhar.
Observava de longe sem nada poder compreender.
O tempo passou, menininha deixou de ser.
Só que seguia sem compreender o que vira.
E em outra tarde de outono, o sol deixou o céu, para
Uma nuvem conta dele tomar.
Caia orvalhos de uma súbita dor que se apossava do local.
Chorou uma criança que por ali passava.
Gritou da esquina uma alma que seu corpo deixava.
Se apoderava uma terrível agonia feliz.
Ironia de um nada com um tudo que não fazia diferença...
Agonizou o anoitecer...
Soluços que de muito longe se pode ouvir.
Um disparo veio pelas tantas da madrugada.
Não mais chovia...
Uma criança que tudo assistia chorava desesperadamente.
Muito apareciam para só observar.
E a menininha que, não mais era, assistia de longe tudo isso.
Lembrou de quando a muito atrás, algo parecido presenciou.
Chorou...
Levou consigo uma agenda cheia de horas marcadas,
Um diário com a sua vida...
No caminho despedaçou ambos,
Deixando pelo caminho sua vida...
O choro da menina podia escutar.
Lembrava toda a noite da sua expressão de dor.
Chorava...
E choveu...
Seus cabelos estavam molhados com a chuva.
Suas mãos trêmulas com o que encontrara ao retornar.
Viu sua vida se desfazer.
Levou consigo uma pequena bagagem de mão...
Levou uma imensa bagagem no coração.
Deixou algo que não podia deixar...
Fez a escolha que a deixaram fazer...
A menina que chorou em desespero cresceu...
A menininha, que não mais era, e a menina se
Reencontraram...
Era parecido o seu olhar...
Fez como lhe fizeram...
Negou o direito que lhe tiraram
De ter uma família...
Em um dia de outono, chovia...
Uma menininha assistia de longe sua mãe se suicidar, após seu pai matar.
Era algo que não se podia compreender.
E com o passar do tempo o mesmo foi acontecer.
Só que a mãe, que era a menininha, não chegou a se suicidar.
E com o passar dos anos, menina e menininha vieram a se reencontrar.
Só que menininha veio a menina, sua filha, enterrar.
E choveu...
Seus cabelos estavam molhados...
Seu rosto todo encharcado de dor...
Era uma tarde de outono...
....
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
?
Segurei a lágrima que de seus olhos brotavam.
Abracei-lhe no momento mais difícil que passou.
Sua mão segurei e não mais soltei.
Fiz tudo o que parecia impossível fazer.
Dediquei cada segundo a você.
E quando eu precisei nada encontrei.
Despenquei de um abismo sem fim.
Sua mão eu segurei e não soltei,
Não permiti que você despencasse nesse
Abismo ao qual estou.
Quando eu chorei, ninguém me consolou.
Quando eu precisei ninguém veio para me abraçar.
Despenquei minhas lágrimas e ninguém para
As segurar.
Agora me pergunto onde está o ontem?
Onde está o amor que eu lhe dei?
Onde irá parar o percurso ao qual preciso percorrer?
Estou à espera de um dia encontrar a
Resposta para tal abandono.
Estou confuso com o decorrer do dia que parece não terminar.
Estou guardando as passagens da felicidade que um dia comprei.
Estou colocando o passado dentro de um pote vazio.
Estou depositando esse pote em um fogo incessante
Para o passado esquecer.
Estou despencando em um abismo sem fim
Estou despencando...
E como se não mais existisse o amanhã
Foi a Lua e nada aconteceu.
Meus olhos aguardavam o surgimento do Sol
Que não apareceu.
Segurei suas lágrimas quando em ti doeu...
Segurei sua mão quando precisou.
Estou desolado sem seu olhar.
Estou procurando um motivo para continuar
Estou chorando sua beleza que não posso mais acariciar.
Meu ombro lhe dei...
Minha Vida lhe entreguei...
Lhe amei...
E fecharam meus olhos sem que eu pudesse
Perceber que ao meu lado estava o tempo todo você.
domingo, 16 de agosto de 2009
Há um tempo...
Há um tempo aonde a dor não mais existirá.
Existe um local aonde o amor não mais prevalecerá
No seu imenso império de massacres ininterruptos.
Existe, eu sei que há.
Lacrimejam os olhares de quem nada entende ao ver.
Lacrimejam como olhares de criança que sentem
A ausência da alegria que sentira em poucos segundos atrás.
E as horas vão fazendo o relógio trabalhar.
O tempo nada pôde fazer.
O papel que estava na estante, enfeitando-a com uma
Imagem estampada, já estava amarelado com o passar dos anos.
Haverá um dia em que todos irão sorrir de uma loucura
Tamanha que nenhum medico conseguirá conter?
Espero não estar mais para ver.
E o Sol que enamora a Lua se escondeu atrás de
Nuvens que embelezavam o céu com o seu sublime chorar.
Choro que causava tragédias irreparáveis a quem estava
Ela a molhar.
E assim foi a vida de quem a tinha para viver.
Mas me diga o que é vida se eu não consigo
Sua respiração ouvir?
Me diga o que preciso eu fazer?
Me responda se existe vida longe de ti?
O sol se pôs...
A lua veio para testemunha ser.
Há um local aonde a dor não mais há
Há uma vida que não mais viverá.
Existe um ser que necessita descansar.
Amor, pare de bater...
Mais uma vez o relógio vai sua rotina
Continuar.