quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

 

E o Sol voltou

Marco Roberto Junior

 

 

E o Sol voltou após a tempestade da madrugada.

As ruas começam a secar.

Os carros parados ainda estão.

Será um dia de muito trabalho.

 

Água pra tirar,

Moveis pra descartar.

Comida que a ninguém mais pode alimentar.

 

Mas está lá o Sol.

Lindo como sempre.

Iluminado a vida.

Fazendo-nos enxergar.

 

Ruas cheias de lamas.

Caminho escorregadio.

Todos se ajudando.

 

Pausa para um café.

Pão que a padaria fez.

Bolo de chocolate, do aniversário da criança.

 

E assim se foi a manhã.

Veio a tarde,

Uma nuvem estacionou no céu.

Bateu um vento, refrescou.

 

Choveu...

 

E mais uma vez veio o Sol.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

 

Noite

Marco Roberto Junior

 

 

 

Era noite,

Estava um céu estrelado.

A Lua, linda como sempre.

Só observando a vida alheia.

 

As crianças lutando pra não dormir.

O trabalhador chegando em casa.

O silêncio começando a aparecer.

 

O neném chorando, querendo mamar.

O trânsito livre pro carro andar.

O sinal vermelho e ninguém pra atravessar.

 

As lágrimas, pontualmente

Em seu rosto aparecer.

A dor que não se consegue esconder.

Um Clamor silencioso.

 

Os olhos se fecham,

Começa a conversar.

Desabafa como foi o dia,

Mas nada consegue ocultar.

 

Cai a lágrima da alma.

Dor que se tornou companheira de vida.

Vida que ainda está ansiando ter.

 

Temperatura cai.

Começa a refrescar.

Toma um banho gelado e vai descansar.

 

domingo, 25 de janeiro de 2026

 

Salvação

Marco Roberto Junior

 

 

 

Pulou do 23° andar.

Caiu lentamente.

O chão custava a chegar.

Bateu um vento...

 

O chão sumiu...

Flutuando estás,

Todos esperando o trágico fim.

Mas o fim era só o começo.

 

Finalmente encontrou o solo.

Braço quebrado, um arranhão.

Mas prosseguia vivo.

Seus planos frustrados.

Uma nova oportunidade de prosseguir a caminhar.

 

Tudo agora lhe parecia diferente.

O Sol tinha mais brilho.

A Lua, sua beleza podia contemplar.

 

Mesmo sem sentido,

Prosseguia a caminhar.

Agora, mais que tudo, ansiava a chegada alcançar.

 

Era 23:00 e fazia fio.

A Lua não se podia ver.

Fecha os olhos pra poder descansar.

Escuta o seu nome alguém chamar.

 

Responde se hesitar.

Conversa por uma madrugada inteira.

Descobre o porquê de ainda viver.

 

O dia amanhece.

Vai ao penhasco mais alto.

E de lá avisa ao mundo, o motivo da sua Salvação.

 

Jesus!!!

 

 

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

 

Fim da caminhada

 

Marco Roberto Junior

 

E chegou ao fim da caminhada.

Seus pés sangravam.

O sangue mostrava a dor que foi chegar.

Chegou ao fim...

 

Agora poderá finalmente descansar.

Suas lágrimas foram cessadas.

Suas dores foram extirpadas.

Pode enfim sorrir...

 

Seguram-lhe a mão,

Lhe acariciam o rosto.

Muitos choram...

 

Alimento se tornará.

Mas a espera está.

Agora o grande dia pode esperar

Sem se preocupar de no caminho ficar.

 

Anjos cantam louvores,

Alma contente, por conseguir vencer.

Era a felicidade descrita.

O almejo de todos os povos.

 

Alcançou o real significado da felicidade.

Estava em paz,

Algo que nunca ousou estar.

 

Agora é só esperar,

A gloria contemplar.

sábado, 17 de janeiro de 2026

 

Festa

Marco Roberto Junior

 

 

 

 

E vestiu-se pra festa.

Colocou suas sandalhas rosas,

Seu laço no cabelo

E seu vestido laranja.

 

Estava linda.

Pousou pra foto antes de sair.

Disse ao pai que o amava.

E partiu com sua mãe.

 

Falava dessa festa,

Fazia quase um mês.

Iria encontrar sua amiga,

Ao qual não via fazia tempo.

 

Ia cantarolando dentro do carro.

Sinal vermelho,

Carro parado.

Palhaço fazendo palhaçada em troca de trocados.

Era alegria pura.

 

Sinal abre,

Carro começa a andar.

Caminhão parado a frente.

Trânsito começa a complicar.

 

As horas vão se passando,

A festa já está acontecendo.

A alegria começa a sumir.

O incerto toma conta do lugar.

 

Após um longo período,

Começa a andar.

Perto do local da festa está.

Cantos se podem ouvir.

 

E ali está,

Toda contente

Em abraçar uma amiga.

Segura em sua mão e dar tchau.

 

Sua alegria se confundia com tristeza.

A música não cessava.

Um coro cantava para aquela que ali estava.

 

Segurou sua mão.

Com um sorriso em meios a lagrimas.

E voltou com sua mãe.

 

O trânsito estava livre.

Pode rápido em sua casa retornar.

Abraçou seu pai e mais uma vez

Lhe disse amar!!!

 

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

 

Despedida

Marco Roberto Junior

 

A despedida foi triste.

Muitos choravam.

Mas não se sabe o porquê.

Ninguém se importou.

 

Foram dias,

Seu telefone nunca tocou.

Nenhuma mensagem pra saber como estava.

Todos só sabiam usá-lo.

 

Sozinho, com suas dores incuráveis.

Madrugadas sem conseguir dormir.

Já havia desistido.

Todos estavam cientes e nada fizeram pra impedir.

 

Apagou a luz,

Colocou a música pra tocar

E foi dormir.

 

A despedida foi triste.

Ninguém se importava.

Por que o chorar?

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

 

Caminho

Marco Roberto Junior

 

 

 

Vem o Sol...

Com ele, a estrada fica clara.

O caminho se torna fácil.

As pedras, se pode desviar.

 

O Sol ilumina o caminho da princesa,

Da bruxa, da fera.

Do menino e da menina.

Do doente e do são.

 

Em baixo daquela árvore,

Uma sombra pra descansar.

Uma fonte de água limpa

Pra se refrescar.

 

E o dia assim se vai.

Com alegria e esperança.

Em um caminho longo

Que todos, tem de percorrer.

 

Vem a Lua...

Com ela o descanso.

O dormir, pra poder continuar.

Se despede mais um dia,

Falta pouco pra chegar.

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

 

Ninguém

 

Marco Roberto Junior

 

Ouve-se um grito.

A luz se apaga.

O silêncio é quebrado ao som

De lágrimas caindo ao chão.

 

O sangue que não para de jorrar,

A fascinação pela, tão temida, morte.

O Adeus não dado.

O poema não escrito.

 

A história fará sua parte,

Esquecerão da existência.

Simplesmente só mais um dia comum.

 

Bate um vento,

Janela se quebra.

Vidros espalhados por todo lugar.

 

A luz volta a acender,

Porém, não há mais ninguém lá.

sábado, 10 de janeiro de 2026

 

Culpa

Marco Roberto Junior

 

 

Carrego em minh´alma uma culpa que não é minha.

Culpa que foi posta sobre mim.

E como se perdoar por tão tamanha culpa que assola

A alma?

 

Querer viver livre do que é errado,

É crime?

Querer ser uma criança feliz é crime?

Ficar longe do que te faz mal,

É errado?

 

Me sujeitei,

Amei e não fui amado.

Implorei por liberdade.

 

Tentei me isolar no meio da multidão.

Tive que fingir aceitar o erro.

Doeu e ainda dói.

 

Quiseram obrigar a aceitar o erro, mesmo quando

Já não era obrigado.

Lhe colocaram um peso ao qual

Lhe foi ensinado que com o erro, mantenha distância.

 

Como se perdoar por uma culpa que não é sua.

Era só um acriança querendo viver longe do erro.

Cresceu com ódio e desejo de vingança.

 

Veio as doenças.

Que não há que possa curar.

Podia ter nascido dom deficiência mental,

Pois quem sabe iria esquecer.

 

Histórias que escutou.

Erros que outros cometeram.

Só queria poder, longe ficar.

 

Era implorado todos os dias por isso.

 

Morreu quem, prosseguia a interligar.

Liberdade alcançada?

Como fugir dessa dor que não se fecha.

Como se perdoar por só querer ser uma criança

Longe do que era errado.

 

A vida já não vale a pena,

Sonhos se faz,

Desejos de um dia acordar e essa culpa sumir.

 

De poder olhar no espelho e dizer:

Eu Te Amo!

 

Se doa aos outros pra esconder.

Ninguém se importa com a sua dor.

 

E o pior é que morrer não consegue.

Tenta omitir a dor e viver,

Por um tempo até funciona,

Mas ela volta e com força.

 

Alguém pode me responder:

Como se perdoa, pela culpa de uma vida.

Pelo simples fato de existir.

 

Sonho de criança:

Ser feliz.

 

Mas o que é felicidade?

Só carrego essa culpa dentro de mim.

Vida, desiste de mim!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

 

E mais uma vez o dia nasceu

Marco Roberto Junior

 

 

E mais um dia nasceu.

O Sol estava no seu brilhar.

Tudo se podia ver.

Hora do personagem entrar.

 

E com um sorriso estampado,

Nas ruas está.

Carregando o peso da galáxia

Em seus ombros.

 

Prossegue a sorrir.

Mesmo sentindo, tamanha dor.

Consegue suportar

Até em casa retornar.

 

Luzes a pagadas.

Música, pro silêncio interromper.

Chora...

 

Único local que não precisa representar.

Telefone não irá tocar, com alguém perguntando:

Como está?

 

A música para.

O silêncio volta a reinar.

O Sol novamente irá surgir.