terça-feira, 13 de janeiro de 2026

 

Ninguém

 

Marco Roberto Junior

 

Ouve-se um grito.

A luz se apaga.

O silêncio é quebrado ao som

De lágrimas caindo ao chão.

 

O sangue que não para de jorrar,

A fascinação pela, tão temida, morte.

O Adeus não dado.

O poema não escrito.

 

A história fará sua parte,

Esquecerão da existência.

Simplesmente só mais um dia comum.

 

Bate um vento,

Janela se quebra.

Vidros espalhados por todo lugar.

 

A luz volta a acender,

Porém, não há mais ninguém lá.

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