quarta-feira, 18 de março de 2009

Havia

E havia uma árvore naquele lugar.
Estava escrito nela o amor,
Estava junto d’ela toda a dor.
Havia uma flor que nela ia brotar.

Batia o vento, passava-se o tempo,
E a árvore permanecia no lugar.
Mas sob as mãos da dor, a qual
Não estava impressa lá,
Ao chão foi parar.

E havia um lindo jardim
Naquele lugar, sorrisos e
Lágrimas conviviam por lá.

Mas agora é diferente,
Tudo mudou.
Por não saber, por não viver,
Por não amar...

Nada mais está no seu lugar.
Havia poesia naquele lugar,
Havia vida. Vida, que vida?

O sol permaneceu no seu brilhar,
O romance terminou-se de ler.
As historias terão de mudar.

Havia festa naquele lugar.
Muita gente comparecia lá.
Agora o motivo acabou,
Muitos já não podem estar.

Havia namoro naquele lugar,
Agora é só lembranças que o tempo
Vem deixar.

Árvore que era refugio,
Festa que era alegria.
Namoro que era amor.
Amor, que amor?

Havia silêncio naquele lugar,
Havia! Que por ter de mudar,
Ter de terminar, chegar ao fim...

E a arvore queimada foi,
A vida se foi com o tempo.
A procura começou, o segredo
Se descobriu.

Havia uma árvore naquele lugar,
Hoje não necessita mais estar.

Confissão a um amigo, lágrimas
A lhe contar.
E com olhar tão carente, sua voz ouvia.

Havia uma árvore naquele lugar.
Havia dor, desespero e morte.
Havia choro por amar.
Havia lá.

E escutarás uma voz,
E dirás para sorrir.
Chorar a perda de algo,
Gritar somente de dor.

Ah! Olhar a paisagem
E nada do que havia ver.
Ver um vazio que não era pra ter.

Havia uma árvore naquele lugar,
Havia, porém não mais há.


Marco Roberto Junior

18/08/2002

domingo, 1 de março de 2009

Historia de amor

Ouvi sua voz e pude enfim respirar.
Meu coração voltou a ter vida.
Minha alma pode enfim descansar.

Me anestesiei com o brilho de seu olhar.
Meus lábios ansiavam loucamente os seus.
Me deliciei com o seu paladar.
Vivi, com o seu doce e meigo tocar.

E o dia se findou, nada podia fazer isso estragar.
Sonho de uma noite incomum,
Delírios de uma alma a amar.
Desejos que não tem fim.
Quero ao seu lado sempre estar.

Leu se em uma caverna, uma historia
De tempos atrás.
Era uma historia de amor,
Uma historia que teve um final.
E todo final é triste, o contrário do que dizem.

Terminou-se o amor, permaneceu a dor.
Foi-se para uma historia poder escrever.
E todos que a liam só faziam chorar
Lamentavam suas vidas medianas.
Desejavam nunca chorar de amor.

E como era de se esperar, aconteceu como tinha de ser.
Chorou a menina por não saber que iria doer antes que
Fosse realmente acontecer.
Lamentou conhecer.
Era lindo o seu passear.
Todos se admiravam com o seu doce e meigo caminhar.
Era a pessoa com a qual queria o resto da minha passar.

Passou o tempo, começou a chover.
Seus cabelos começaram a molhar,
Seu rosto a lágrima veio esconder.
Chorava ela por amar.
Chorava ela por doer.
Doía o amor que partira sem adeus dizer.
Partiu sem poder voltar.

Sofria o amor que sentia.
Sofria seu lindo olhar.
Todos a queriam consolar.

E em uma caverna qualquer,
Essa historia estará.
Teve um fim,
Mas as alegrias foram maiores.
Todos iram se compadecer,
Todos irão lamentar.
Mas, viveu se o amor que
Eternamente permanecerá.

Marco Roberto Junior

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Carta de despedida

Estou chorando por causa de
Algo que não consegui escapar.
Estou escrevendo para dizer que decidi
Não mais chorar.
Vou para nunca mais voltar.
Partirei para o não mais chorar.
Sorrirei por eternamente amar.
Partirei para nunca mais voltar.

Lembrarás de mim?
Minha mão segurará?
Peço que não chores,
Peço que sorries para mim.
Vou para triste deixar de ser.
Amor! O motivo ao qual desisti de viver.

Estou chorando, pois dói amar.
Estou indo para não me ver chorar.
Peço desculpas por fazer-lhe chorar.
Tenho que ir...

Marco Roberto Junior

domingo, 15 de fevereiro de 2009

E com Lágrimas nos olhos disse não amar

E com lágrimas nos olhos disse não amar.
Com lágrimas nos olhos foi sem ao menos se despedir.
Foi para nunca mais voltar.
Foi para sua felicidade encontrar.

Felicidade será que há?
Será que não é tudo imaginação?
Acho que ninguém a ousou encontrar.
Por isso todos a estão a procurar.

E o tempo que passou, marcou para
Uma vida a tristeza que permaneceu.
Lágrimas que o Sol não secou,
Ferida que não cicatrizou.
Dor que remédio algum fez passar.
Amor que eternamente vai perdurar.

E voltou para suas lágrimas poder secar.
Voltou, pois desistiu de procurar.
Voltou, pois achou que permanecia por lá.

Chorou...
Seus olhos sentiram uma dor ao qual
Nunca antes havia sentido.
Se desfez em lágrimas e não havia quem a pudesse conter.

Arrependeu-se do dia em que partiu.
Chorou por voltar.
Chorou por não mais encontrar.
Chorou por sua vida perder.
Chorou por nada ter podido fazer.

Procurou respostas,
Encontrou solidão.
Arrancou do peito o coração.
Arrancou o amor em vão.

Foi para seu amor encontrar,
Foi para novamente amar.
Foi para feliz ser.

E o que é felicidade?
Acho que ninguém vai saber responder.

Sorrindo partiu,
Com sorriso nos lábios se foi.
Sabia que não iria mais voltar.
Tomou essa decisão para suas lágrimas secar.
Foi para seu amor novamente encontrar.

Marco Roberto Junior

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Despedida

Eu não queria que fosse assim.
Eu não queria vê-la chorar.
Tive de partir sem previsão de voltar.
Talvez permaneça por lá,
Quem sabe um dia pense em voltar.
Lhe escrevo essa carta para lhe avisar minha decisão.
Estou indo embora para longe de ti.

Estou lhe abrindo o caminho para que feliz possa ser.
Sei que eu só lhe faria sofrer.
Pois não sei me conter, só sei amar.
Se vou sofrer, isso diz respeito só a mim.
Se vou chorar, tenho certeza que o sol irá secar.

Não precisa chorar, tente outra pessoa amar.
Vou para não mais sofrer,
Vou para minha vida mudar.
Sei que planos fizemos,
Queria todos realizar.
Acordei hoje não muito a fim de chorar.
Acordei com medo de sofrer.
E para que possa algum dia isso superar,
Desisti de pelo menos tentar.

Seu lindo rosto guardarei em meu coração.
Sua voz, meus ouvidos irão sempre escutar.
Sua respiração almejarei todo dia ter.
Sei que abri mão para feliz poderes ser.

Peço mais uma vez que não venha seu lindo
Rosto molhar, com lágrimas que possa vir a cair.
Peço que guardes os momentos bons que tivemos.
Lembre-se que sempre irei te amar.

Para que não sofresse por minha causa
Tive de partir.
Para que não a fizesse chorar, fui para longe estar.
Escrevo essa carta para lhe avisar que talvez eu não vá voltar.

Despedidas machucam demais.
Fazem os olhos se encherem de lágrimas.
E agora nada mais posso dizer.
Tchau! Para você!

OS lhe envio em anexo o meu novo endereço.
Se algum dia quiser me visitar.
Estarei lá pronto a lhe amar.

Marco Roberto Junior

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Acordei

Acordei com a certeza de parar.
Acordei para o dia me consolar.
Acordei para poder enfim chorar.
Acordei para não mais acordar.

O mar estava agitado.
As ondas cobriam os surfistas.
As crianças nem se arriscavam se molhar
E da janela assistia os outros a se alegrar.

Era triste o meu viver.
Só, amargurante no viver.
Acordei para um último suspiro dar.
Chorei para não mais chorar.

E o dia assim se foi até a lua no céu aparecer.
Despedir-me das estrelas,
Depedir-me de você.

E fui dormir com a certeza de não mais acordar.
Fui dormir para não mais chorar.
Fui dormir para a dor parar.

O sol no céu apareceu.
Apareceram curiosos para ver.
Todos que ali estavam queriam saber.
Ninguém sabia ao certo o porquê.

Acordei para de ti me despedir.
Dormi para não mais acordar.
Dormi para um sono tirar.
Dormir para, do amor descansar.

Dormir para não mais chorar.
Não acordei para lhe consolar.
Não acordei para lhe alegrar.
Não acordei para lhe abraçar.

Dormi para enfim descansar.

Marco Roberto Junior

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Diga-me

Diga-me se é necessário chorar.
Diga-me se é necessário sofrer.
Preciso muito viver.
Diga-me por que tive de lhe amar.
Console-me se em seus braços eu me jogar.
Diga-me se posso finalmente viver.

Vida que se vai com o decorrer de um chorar incessante.
Lágrimas que seu nome nelas esta.
Dor que aos poucos vai passar.
Coração que insiste em torturar.
...

E o sol Voltou a brilhar.
A rosa seu perfume espalhar.
Vento para refrescar.
Nuvem para o Sol esconder.
Chuva para a lágrima não demonstrar.
Estava agora sem ter o quê eu falar.
Nada disse, e nem vai poder dizer.

Segurando a minha mão está.
Pena nada sentir com o seu tocar.

Marco Roberto Junior

Sem sua mão segurar


Senti medo ao lhe ver.


Senti que deveria ser com você.


Sofri, por então acreditar.


Chorei por nada poder fazer.


Sorri, à despedida de ti.



Me desesperei por um segundo só.


Me ignorei o resto do saber.


Me deliciei com a dor.


Descobri então o amor.



Decidi não mais voltar,


Decidi então parar.


Assustei-me com o repentino despejar de lágrimas.


Lamentei-me, grandiosamente, amar.


Morri sem sua mão segurar.



E a vida, de quem vive, seguiu.


Às lágrimas que de meus olhos pararam de despencar.


Conseguiu-se então a dor amenizar.


Conseguiu um sorriso arrancar.


Morri sem sua mão segurar.



Morri sem seus lábios beijar.


Morri por contigo não está.


Senti o que não deveria sentir.


Chorei por então amar.


Desisti de então chorar.



Escrevi uma carta de amor.


Escrevi sentimentos ao chão.


Despejei minhas lágrimas em vão.


Lamentei amar.



Sem sua mão segurar,


Sem seus lábios tocar.


Morri sem ao menos viver.


E isso se deve a amar você.


Amor que não mais pode acontecer.


Amor que o sol secará.



Amo...


Deixa pra lá!!!



Marco Roberto Junior

Sem sua mão segurar

Senti medo ao lhe ver.

Senti que deveria ser com você.

Sofri, por então acreditar.

Chorei por nada poder fazer.

Sorri, à despedida de ti.

Me desesperei por um segundo só.

Me ignorei o resto do saber.

Me deliciei com a dor.

Descobri então o amor.

Decidi não mais voltar,

Decidi então parar.

Assustei-me com o repentino despejar de lágrimas.

Lamentei-me, grandiosamente, amar.

Morri sem sua mão segurar.

E a vida, de quem vive, seguiu.

Às lágrimas que de meus olhos pararam de despencar.

Conseguiu-se então a dor amenizar.

Conseguiu um sorriso arrancar.

Morri sem sua mão segurar.

Morri sem seus lábios beijar.

Morri por contigo não está.

Senti o que não deveria sentir.

Chorei por então amar.

Desisti de então chorar.

Escrevi uma carta de amor.

Escrevi sentimentos ao chão.

Despejei minhas lágrimas em vão.

Lamentei amar.

Sem sua mão segurar,

Sem seus lábios tocar.

Morri sem ao menos viver.

E isso se deve a amar você.

Amor que não mais pode acontecer.

Amor que o sol secará.

Amo...

Deixa pra lá!!!

Marco Roberto Junior

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Alegria

Estava sorrindo como nunca antes sorriu.
Estava tão alegre que sua alegria contagiava quem por
Perto Passava.
Era tarde, a lua no céu não havia aparecido.
A brisa, ainda não tinha se tocado na falta que faz.

Era um dia qualquer.
Era mais uma tarde de verão.
Não choveu!
A alegria que sentia, fazia tudo
Ao redor mudar,
Perdeu-se o sentido da vida.
Perdeu-se o motivo de não somente ser.
Perdeu-se a alegria que antes ninguém ousou sentir.

Ganhou-se o jogo,
Ganhou na vida.
Sorriu imensamente, que mesmo sem saber,
Por quem passava, a alegria dominava o ser.

Guardou sua mais preciosa jóia.
Reservou para si o melhor.
Relembrou das tristezas,
Embriagou-se de amor.

E foi-se assim, até o anoitecer.
A alegria que era tanta, permaneceu
Eterna no seu viver.

Marco Roberto Junior