segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Tinha tudo para dar errado


Tinha tudo para dar errado,
Mas não deu.
Tinha tudo para ser um perdedor,
Mas não foi.
Tinha motivos para chorar,
Tinha razões para se lamentar,
Tinha tudo para poder parar.

Havia uma pedra no caminho,
Espinhos havia no seu caminhar.
Sangue, muito sangue estava a jorrar.
Persistia no seu caminhar.

Ouviu não. Ouviu o que não se quer dizer.
Engoliu calado a dor.
Tirava um espinho de cada vez ao parar.
Tomava fôlego para continuar.

Não dormia para não sonhar.
Não sonhava para não chorar.
Não chorava para não perder,
A razão do ser.

Tentou, sim, o caminho encurtar.
Desistiu na metade, pois não valia a pena ainda chegar.
Resistiu ao calor e ao frio.
Da chuva não havia aonde se abrigar.
Continuava lento o seu caminhar.

Muitos vieram a acompanhar,
Porém em um determinado ponto,
Outro caminho haviam de tomar.
Caminhava cada vez mais só.

A lua nem sempre companhia lhe fazia.
O sol vinha quase todas as manhãs o maltratar.
Continuava só a caminhar.
Continuava só no seu viver.
Continuava sem um porquê.

E muitos não conseguiam compreender o seu porquê.
Muitos não entendiam o seu chegar.
Muitos só conseguiam o depreciar.
Ninguém ousou o ajudar.
Porém, criticavam o seu estar.

E a estrada chegou ao fim,
Muitos não conseguiram acreditar.

Mais valeu a pena se sacrificar?


Marco Roberto Junior

Nenhum comentário:

Postar um comentário