sábado, 18 de abril de 2026

 

Respira...

Marco Roberto Junior

 

 

 

Estou embriagado de tamanha dor.

Cambaleando por precipícios sem fim.

Despencando de alturas imagináveis.

Fechando os olhos para as lágrimas reter.

 

Respirar fundo e contar até mil.

Sentir o pulsar do coração.

A frequência alterada dos elétrons

Transitando no cérebro.

 

Um passo de cada vez.

A agonia que aterroriza a vida.

Mas onde está essa tal de vida?

 

O sussurrar é desesperador.

As lamúrias de somente existir.

A solidão que é a presença constante.

 

O Sol insiste, todo dia lembrar.

O fato de ainda respirar, dá a sensação

De que um calçado para a caminhada irá ganhar.

E o espinho que durante caminho atrás irá finalmente sair.

 

Cada pisada, é uma sensação insana na alma.

A espinha se contorce por inteiro.

A desorientação é completa.

 

Sangue por onde os pés passam.

Dor, que ninguém consegue ver.

Translucido em altivez, para de pé poder prosseguir.

 

Debulho-me em lágrimas ao anoitecer,

Tornando as estrelas, testemunhas do sofrer.

Os olhos se fecham, coração pulsa devagar.

 

Respira...

sábado, 4 de abril de 2026

 

Sol

Marco Roberto Junior

 

 

 

 

Mais uma vez o Sol no céu.

Coração prossegue a pulsar.

Casa suja,

Mente dolorida...

 

Respiração confusa.

Pensamentos maus.

O silêncio é almejado.

O barulho dentro da cabeça, o impede de ser.

 

O desejo de não mais estar.

A falta de algo que nunca teve.

A Vida que nunca foi...

 

O motivo de ainda estar,

Do coração ainda pulsar,

Do sangue coagular.

 

O parar que não se consegue.

A paz que tanto almejou.

O perfume das rosas,

Exalando pelo ar.

 

Lágrimas que tem vontade própria.

Noite que falta muito pra vir.

Chuva que me abandonou.

 

E a estrela permanece no mesmo lugar.

Seu brilho se consegue ver.

O silêncio parece quere vir.

 

O Sol mais uma vez no céu está.

 

sábado, 21 de março de 2026

 

O sol desponta no céu.

Marco Roberto Junior

 

 

O Sol desponta no céu.

Clareando o caminho e esquentando tudo que no caminho está.

Os espinhos que se encontram no chão,

Além de fazerem os pés sangrar, os queimam devido ao sol os esquentar.,

 

E assim é a jornada.

Rumo a tão sonhada chegada.

Sombra que não há.

Água...

Desejo de criança.

 

Sem forças pra prossegui.

Veio a Lua, o céu embelezar.

Suspiro de poeta.

Poema escrito àquela que se foi.

 

Goteja do céu a esperança.

Molha o chão a felicidade.

Chora junto sem se perceber.

Dançam as folhas num compasso único.

 

E mais uma vez o dia insiste e radiar.

Mais trajeto que se tem para caminhar.

Até o final chegar.

Final ao qual tantos esperam chegar.

 

Caminhada é longa e solitária.

Ninguém pra conversar.

Dor, que ninguém ousou perguntar.

 

Mas prossigamos a caminhar.

Até que a Lua volte ao poeta inspirar.

Pulsa o coração devagar.

Olhar fixo no caminho a prosseguir.

 

Atalhos, que levam a lugar nenhum.

Fontes de água, que mais sede dá.

Fome, que tem de suportar.

 

Já descalço pelo caminho.

O sangue vai deixando para os que vierem

Poderem saber por onde caminhar.

 

Veio a Lua...

Veio o Sol...

sábado, 14 de março de 2026

 

Veio uma nuvem

Marco Roberto Junior

 

 

 

Veio uma nuvem e a Lua cobriu,

Sua beleza foi escondida dos olhares românticos.

A donzela parada estava,

Aguardando o príncipe que não iria chegar.

 

Vidros no chão.

Sangue espalhados por todo o lugar.

Dor imensa que não conseguia suportar.

 

Cai a folha no chão.

A rosa mais bela foi arrancada.

A liberdade foi posta em um pote de maionese.

 

O silêncio, que tanto almeja, foi quebrado

Com o mugir de alguém.

Bate um vento...

Faz frio...

 

A lágrima, já não se tem pra expelir.

Coração pulsando loucamente.

Vida que insiste em ser.

Luz que não se apaga.

 

Veio uma nuvem e impediu o Sol de aparecer....

sábado, 28 de fevereiro de 2026

 

Presente

Marco Roberto Junior

 

 

Seu olhar acalma.

Seu vestido branco, realça o sapato preto.

O laço rosa no cabelo, faz seu sorriso ter brilho.

 

Começa a chover.

Abrigada estás em uma marquise de loja.

Aguardando o fim da chuva pra poder prosseguir.

 

Em suas mãos, o presente que comprara com seu dinheiro.

Dinheiro que conseguiu com o seu trabalho.

 

E a chuva se foi...

Pode prosseguir para o presente entregar.

Presente caro, impossível de outro encontrar.

 

Chega ofegante.

Senta pra descansar.

 

Lhe vem ao encontro o anfitrião.

Todos estão a cantar.

O presente finalmente é entregue.

Aberto o pacote se pode escutar...

 

O pulsar de seu coração que acabara de lhe entregar.

E agora pode viver,

Nos cuidados de quem morreu pra esse coração “bater”.

 

 

Obrigado Jesus!

Marco Roberto Junior

 

 

O Sol não brilhava mais.

A Lua não tinha mais sua beleza.

O fato de respirar se tornara um peso.

Coração não tinha a necessidade de pulsar.

 

A existência era uma dor constante.

A exclusão não era opção.

A liberdade não existia.

Não havia pra onde ir.

 

O chão era dolorido de caminhar.

O viver não havia um porquê.

Não se podia transparecer a tamanha dor do ser.

 

O silencio não se conseguia.

A tormenta de estar era tudo que tinha.

O anseio pra longe estar.

De não ter a alma sangrando.

 

Foi implorado por paz.

A lágrima não saia mais.

Amor não existia.

 

Mas nada se conseguia mudar.

A partida era em vão.

Do caminho não se conseguia sair.

 

Veio a chuva,

O frio,

A fome.

 

O caminhar deu uma pausa.

Dava pra ver que mesmo com tudo isso,

Havia alguém que se importava.

 

Era o amor que supria a falta dele em mim.

Amor tão imenso, que fazia com que prosseguisse no caminho.

 

Não!

Minha existência era o esterco de uma sociedade vã.

Mas me Amou.

 

Por diversas vezes tentei ir.

Mas me manteve por aqui.

 

Não!

Viver continua sendo dolorido.

Mas como não se pode alterar esse fato,

Prossigo vivo.

 

E por seu Amor,

Tão somente seu Amor,

Permaneço aqui.

 

Os rumos foram mudados.

O sonho de anos atrás se tornou real,

De acordo com a realidade de hoje,

E com o melhor.

 

Me escolheste para seu caminho.

Me conduziste até aqui.

 

Glorias somente a Ti.

Seu amor me faz está aqui.

 

Mesmo desistindo do fato de viver,

Seu amor supriu a falta do meu.

 

Obrigado Jesus!!!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

 

Caminho...

Marco Roberto Junior

 

 

 

Brilha o Sol.

Os espinhos no chão,

São a prova do perfume que no ar está.

Caminhe...

 

Chegará ao destino e poderá descansar.

Mas por enquanto, caminhe...

 

Lágrimas virão.

Dor terá de suportar.

Frio, Chuva...

 

Seus pés irão sangrar.

Descalço ficará.

Pisarás nos espinhos.

Mas continuará.

 

O caminho que se foi,

Impossível de esquecer.

Espinhos que não irão sair,

Machucará no caminhar.

Mas prosseguirá até o final chegar.

 

Terás sede, fome.

Pensarás em parar.

Mas não tem pra onde voltar.

O final está mais próximo,

Então prossiga.

 

Ouça a canção dos pássaros.

A melodia que sai do balançar das árvores.

Sinta o perfume das rosas.

Prossiga...

 

E lá terás de chegar.

 Não importa o que aconteça.

Não existe desvios.

 

Nasce a Lua...

 

sábado, 14 de fevereiro de 2026

 

Canção

Marco Roberto Junior

 

 

 

Feche os olhos.

Escute a canção.

Sinta em ti as notas musicais.

Sinta o sabor da melodia.

 

Cantarole junto.

Utilize o ar retido em seus pulmões.

Cante com a sua alma.

Expresse sua emoção nessa canção.

 

Levante-se.

Empurre a mesa.

Dois pra lá, dois pra cá.

Movimente-se.

 

Sinta a música comandar você.

Deixe-se levar a um mundo mágico.

Não existe ninguém nesse momento.

Ele é exclusivo seu.

 

Não haverá aplauso no fim.

Haverá a repetição.

E o mundo prosseguirá a girar.

 

Sinta dentro de ti a melodia.

Sua alma agradecerá.

Seus ouvidos foram higienizados.

Sua mente limpa.

 

Novo dia pode aparecer.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

 

Preciso dormir...

Marco Roberto Junior

 

 

 

Preciso dormir...

Fechar os olhos e a mente.

Desligar tudo.

Enfim descasar...

 

Ombros doloridos.

Olhos cansados de tanto chorar.

Lábios que não querem sorrir.

Apague a luz...

 

Sozinho, onde ninguém está a me ver.

Sem precisar fingir estar bem.

Sem ninguém a me julgar...

 

Alivia o peso em meus ombros,

Peso que não é todo meu.

Problemas que colocaram sobre mim.

Dores que nunca irão se curar...

 

A beira do abismo,

Prestes a pular.

Grito com a alma.

Mas a dor não vai embora.

 

Aparece uma menina,

Com um sorriso nos lábios.

Um olhar de anjos.

Pede um abraço...

 

Os olhos sem nem conseguir mais chorar,

A dor que não para.

O dia que não se encerra.

O abismo chamando a pular.

 

Ouço uma voz dizendo tchau.

Bate um vento.

Uma música começa a tocar.

 

O abismo prossegue lá,

Mas ficou distante pra chegar.

Sentado, sozinho a chorar.

Minh´alma cansada da dor.

 

Deito no chão.

Fecho os olhos...

Posso enfim descansar...

 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

 

A folha mais linda, caiu ao chão

Marco Roberto Junior

 

 

 

A folha mais linda, caiu ao chão.

Os carros passando, pra lá e pra cá.

Os meninos jogando bola em baixo de chuva.

As meninas, escrevendo em seu diário como foi o dia.

 

Brisa que bate,

Refresco que vem.

Céu estrelado,

Noite boa pra se sonhar.

 

A música começa a tocar.

Ela começa a dançar.

Parece flutuar sobre o chão.

 

Parado estás a admirar.

Tão tamanha beleza,

Parece que tudo de mais belo foi posto nela.

 

Permanecia a dançar.

A música que falava de amor.

Amor que supera todo o entendimento.

Que faz deseja-lo.

 

A música não tinha fim.

E enfim parou de dançar.

Sentou-se e foi jantar.

 

Segurou em sua mão na hora de orar.

Abriu um sorriso.

Se alimentou.

Perguntou: o por quê da vida ser bela?

Sem resposta pra dar,

A música mudou.

Veio outra e falava da razão

De vivo estarmos.

 

Que o Amor,

Aquele da música anterior,

Não mantinha vivo.

 

Entendeu e foi dormir.

 

A folha mais linda, caiu ao chão.