Respira...
Marco Roberto Junior
Estou
embriagado de tamanha dor.
Cambaleando por
precipícios sem fim.
Despencando
de alturas imagináveis.
Fechando os
olhos para as lágrimas reter.
Respirar
fundo e contar até mil.
Sentir o pulsar
do coração.
A frequência
alterada dos elétrons
Transitando
no cérebro.
Um passo de
cada vez.
A agonia que
aterroriza a vida.
Mas onde está
essa tal de vida?
O sussurrar é
desesperador.
As lamúrias
de somente existir.
A solidão
que é a presença constante.
O Sol
insiste, todo dia lembrar.
O fato de
ainda respirar, dá a sensação
De que um
calçado para a caminhada irá ganhar.
E o espinho
que durante caminho atrás irá finalmente sair.
Cada pisada,
é uma sensação insana na alma.
A espinha se
contorce por inteiro.
A desorientação
é completa.
Sangue por
onde os pés passam.
Dor, que
ninguém consegue ver.
Translucido
em altivez, para de pé poder prosseguir.
Debulho-me
em lágrimas ao anoitecer,
Tornando as
estrelas, testemunhas do sofrer.
Os olhos se
fecham, coração pulsa devagar.
Respira...