domingo, 6 de julho de 2025

 

Minha alma chora…

                                   Marco Roberto Junior








Minha alma chora…

Dói, dor que não consigo suportar.

Sorrio, Minha dor consigo disfarçar.

Carrego comigo lutas de um passado ruim.

Não meramente uma caixinha, onde eu posso esconder.

Uma vida pra não lembrar.


A vida tem, dessas.

Nascemos para morrer.

O decorrer do caminho, as vezes podemos escolher.

Prosseguimos adiante, o destino é certo.


Não importa a forma que será,

Terá de acontecer.

Pararemos de respirar,

Coração parará de pulsar.


O Sol, Prosseguirá no seu cursor.

As crianças continuarão a brincar.

O Bebê a chorar.

A vida prosseguirá.

Todos, rumo ao seu destinar.


A curva, não precisará mais.

As lágrimas serão despejas.

Uma pequena oração se ouvirá.

Vida, que nunca d´antes tinha, prosseguirá sem ter.


Vida e Morte!

As únicas coisas certas do viver.

Queria sua mão segurar,

Descobri que não preciso mais.


É como um suspirar,

A vida é o sonho do doente.

A angústia da dor.

A carne tem de apodrecer.

Esqueleto irei somente ser.


Minha alma chora…

Necessito de um abraço…

No meio termo,

Temos de ser…


A história se findará.

Não precisarei mais representar.

Finalmente irei partir…


Parto só…

Não posso ninguém levar.

Vida que se desfaz, com o sorrir da criança.

Alegria de um sonhar inocente.


Acalentado estou.

Posso ir sem dor.

Vida e Morte!

Tudo o que temos ao nosso dispor.


Nascemos para morrer.

Tudo na vida chega ao fim,

E o fim não é legal.

Todos acabam chorando no fim.


Minha alma chora…

Chora de alegria,

Pois a alegria dói a alma.

Tamanha dor que transborda o ser.


Esse mundo deixar…

Meu corpo abandonar…

Entregar a quem pertence a alma.

Minha alma chora...




quarta-feira, 2 de julho de 2025

 

Mais alguém?

                                             Marco Roberto Junior






Está escuro…

Coração não colabora em parar.

A vida nunca foi.

O resto é a saída

Futuro não há.


O Sol mais uma vez no céu….

Brilha de um jeito diferente.

Sorriso se pode ver.

Mais alguém?


A energia elétrica se vai…

O transformador incendeia.

Os elétrons livres, se perdem n o caminho.

O Sol está lá…


Iluminando o caminho de quem insiste em trilhar.

Sorrisos se podem ver.

Bate um vento pra refrescar.

Mais alguém?


Solidão que acalenta a alma.

Subterfujo para tamanha dor.

Silêncio se faz…

Mais alguém?


Segurar sua mão me acalmaria…

Respiração ofegante…

Coração acelerado,

Mais uma vez, Vivo!


Claro está a passagem,

O destino que um dia foi,

Não mais é.

Mais alguém?


A ponte se quebra, antes mesmo de nela chegar.

O abismo não mais há.

Posso então descansar…

A paz começa a reinar..


A música começa só…

Melodia que faz chorar.

Refrão que não se repete no final.

Palavras dentro de um contexto sem nexo.


Olho as fotos do passado.

Fotos que não mais há.

Revejo em minha mente,

O momento do fim.

Grito em silêncio.

Peço socorro para alguém me ajudar.

Ligo pra poder conversa.

Começa a chover…


O tempo castiga a alma.

As rugas, são lembranças da dor.

Os sorrisos dado,

A representação digna de óscar…


Mais alguém?

sexta-feira, 20 de junho de 2025

 

Permaneço vivo!

Marco Roberto Junior





Sim, as coisas estão difícil…

O Sol sempre se põem,

No mesmo horário,

A Lua, nem sempre está lá.


As estrelas, que enfeitam o céu,

Brilham toda vez que estás a caminhar.

Silêncio por toda parte,

Se quebra com o palpitar do seu coração.


Sua respiração é combustível pra prosseguir.

Olhares que nunca se viram.

Mãos que nunca se tocaram.

Vida que ainda não é.


E a cada dia, vem a despedida.

A cada hora, a nuvem muda de lugar.

Celular toca, ninguém fala.

Ouço uma respiração, encerra a ligação.


Na rádio, toca sempre a mesma música.

Falando de amor,

De alguém feliz.

Sentado estou, a esperar


O tempo vai passando,

A vida, vão vivendo…

Aguardo em silêncio, a chegada

Daquela que tudo mudará.


Mais uma vez anoitece,

A Lua aparece, pra se poder apreciar.

Coração permanece a bater.

Permaneço vivo!

quinta-feira, 19 de junho de 2025

 

Sorriu…

                                Marco Roberto Junior






Sorriu…

Era lindo aquele olhar.

Olhos que tinham brilho.

Transmitia vida…


Voz suave que acalma o coração.

Alma que ao seu lado quer estar.

Luzes, iluminando o seu caminho para não tropeçar.

De vestido rosa está, a esperar…


Cai o orvalho sobre sua cabeça,

Bagunça o cabelo cacheado.

Quebra o salto, fica descalça.

Sorrindo, ainda está.


Cumprimenta a senhora, que sentada está.

Flores exalam o perfume por onde ela vai passar.

Calmamente vai, até seu destino chegar.


Suja o vestido,

Cai no chão.

Se levanta, e continua a sorrir.


Beleza igual não há.

Tudo que alguém um dia sonhou.

Era a realidade de uma vida inteira.

Era ela, a Felicidade.


Vinha para encontrar,

Aquele, que por muito,

Ansiava estar.


Bate um vento,

Folhas ao chão vão parar.

Desprendendo da árvore, para que a poss viver.

Prossegue a caminhar…


Tempo que não passa…

Horas contadas no relógio da alma.

Alma que almeja pela vida.


Sorriu...

domingo, 15 de junho de 2025

 

Reina a paz!

Marco Roberto Junior






Está escuro, reina o silêncio.

Paz em mina alma.

Respiração controlada.

Coração pulsando lentamente.


Olhos abertos, para contemplar a escuridão.

O vazio que reina no ambiente.

O descanso desejado.

Solidão…


E o vento corre do lado de fora,

As folhas caem no chão.

Gritos que se podem ouvir.

Frio que se tem ao anoitecer.


Ausência de Sol,

Lua que não quis aparecer.

Música que toca sem parar.

Reina a paz!


Pensamento que não há,

Memento pra não esquecer.

Só eu e você.

Quem é você?


Paradoxo de uma noite qualquer,

Fogo que queima em algum lugar.

Buzina que alguém apertou.

Elétrons impedidos de prosseguir.


E assim foi, o que seria um

Único momento para se viver.

Não teve choro e nem dor.


O Sol despontou no céu...

sexta-feira, 13 de junho de 2025

 

História

Marco Roberto Junior




Olhando pela janela,

Vejo as crianças brincarem.

Os meninos de bola,

As meninas pulando corda.


Vida fácil, sem escolhas.

Forçados a mais terrível dor…

O tempo passará,

Carregarão em sua personalidade

Tudo que um dia viveram.


Brincam sem saber.

Sonham com um ser…

Muitos sonham altos,

Outros nem tanto assim.


Mas com ideia de um futuro.

Coisa incerta esse amanhã.

Só mais um número no calendário?

Quem pode saber?


Escolhas que se faz,

Vida que se vive.

E assim se passam os anos…

Uns conseguem alcançar,

Outros param a beira do caminho.


Sem camisa, descalços…

Correndo pelo chão molhado,

Sem se importar se o Sol amanhã ainda estará lá.

Gritos que se podem escutar.

Felicidade que acabará…


Fecho a janela pra poder descansar.

Silêncio se pode ouvir…

Respiração calma do anoitecer…

Olhos se fecham, pode então dormir.


E o Sol, amanhã aparecerá?

Quem irá lhe avisar?

Uma história pra dormir,

Um beijo de boa noite…


Sonhos que se pode ter…

Dia que não voltará.

História que terá seu fim…

História que alguém, talvez, irá contar…


quinta-feira, 12 de junho de 2025

 

Abriu os olhos

                                                Marco Roberto Junior





Abriu os olhos,
Começou um novo dia.
Esperança pelo que ia vir
Despertava a vida!

Choveu…
Molhou seus planos,
Suas expectativas,
Suas ideias criativas.

Um turbilhão de pensamento
Que lhe rondava.
Queria tudo, não tinha nada.
Era só mais um dia…

Caiu um raio,
A árvore queimou.
A energia sumiu.
A música parou.

O silêncio não pode se instalar.
Tinha barulho pra atrapalhar.
Paz que ansiava ter…
Dormiu…

segunda-feira, 9 de junho de 2025

 

Anoiteceu
                              Marco Roberto Junior


Anoiteceu, as luzes se apagaram.
Pode enfim chorar…
Despejar toda dor,
Sua alma não tinha vida.
O que é vida?

Suplicou pela partida desse mundo mau.
Queria poder parar de respirar,
Seu coração parar e sua mente
Enfim descansar.

Queria poder a angústia de uma vida
Poder, de sua vida, acabar.
Dói…

Queria fugir de todos e de si.
O passado apagar,
Os fantasmas sumir
Queria morrer.
O que é a morte?

A noite durou…
O orvalho veio consolar.
Solidão de uma vida
Mas que vida?

Veio o sol,
Parou de chorar.
Sua dor esconder.
Suas lamúrias guardar.

Sorriso pra todos verem
Alegria da representação.
Que se feche a cortina.
Que o espetáculo acabe.

Apagaram as luzes…

sábado, 24 de maio de 2025

Caminhava

                  Marco Roberto Junior

Caminhava para um abismo sem fim.

A caminhada era longa, estava só e chovia.

A solidão me acompanhava por muto…

Os pés estavam doídos.


Cair no chão e não consegui levantar.

Chorava de tão tamanha dor.

A dor do abandono,

Do desprezo alheio.


Passou um tempo.

A Lua no céu apareceu,

Envolta em nuvens cinzas.

As estrelas estavam tímidas.


Coração acelerado,

Sudorese nas mãos.

Respiração ofegante,

Vida parecia que ia.

Mas que vida?


Choveu…

Disfarçou o meu chorar.

Minha dor veio consolar.

Alma sofrida….


Gritei de dor,

Um grito que de muito longe pode se escutar.

Expus a minha tão tamanha dor.

Dor de uma vida inteira….


Meu coração parou,

Pude enfim viver.

Lembro daquele olhar…

Lembro do abraço…


As lágrimas começavam a parar.

Soluçava devido ao chorar.

Me levantei…

Fiquei de pé….


Fui em caminho contrário ao abismo.

Já não sentia mais dor…

Podia sorrir.

E a vida?

Pude enfim viver…

quarta-feira, 15 de novembro de 2023

 

Tirou a roupa devagar

Marco Roberto Junior

 

 

Tirou a roupa devagar,

Sorria muito...

Sua felicidade era sentida.

Estava irradiante no seu amar...

 

Amava ela sem medo de acordar.

Sem medo de um dia acabar.

Simplesmente amava ela sem parar...

 

Seu olhar meigo, passava a pureza

E a leveza de seu ser...

Seus cabelos molhados de suor,

Seu rosto brilhando devido a o amor.

 

Amor, palavra bonita que muitos não sabem o significado.

Vida que perpetuou com o seu sorrir...

Sorriso que a alma guardará...

 

Lembrança de um dia qualquer,

Dia que foi especial.

Dia que não acabou.

 

Serviço de quarto,

Champagne para beber.

Vida que começou a ser.

 

Tirou a roupa devagar,

Sorria o tempo todo.

Era lindo o brilhar do seu olhar.

Era lindo a vida que havia em ti.

 

Sobreveio o vento, o tempo.

Parou de chover.

Só sei que amo você!